Eu confesso que estou perdida. Muitos acontecimentos que estão me deixando sem rumo, confesso que não sei o que fazer. Sinto como se estivesse afundando. Na infância tive uma família normal, tinhamos momentos bonitos, mas o que marcou foram as brigas. As várias ameaças do meu pai de sair de casa. Eu não fui poupada de nenhuma das brigas como deveria ter sido. Entre o começo da adolescência comecei a entender outra situação, o câncer da minha mãe. Minha mãe mesmo sendo “barraqueira”, transmitia vida. Eu nunca pensei que realmente isso era algo sério, eu não sabia suas dores. Na metade do ano passado ela veio a falecer tristemente em uma maca de hospital. Depois de 6 ou 7 anos de luta contra o câncer. Eu tinha 14 anos, faltavam 5 meses pros meus 15 anos. Foi o aniversário mais triste da minha vida, eu já não tinha uma alimentação saudável e tudo piorou. Em resultado disso estou tratando uma gastrite hoje. Ficamos eu e meu pai. Meu pai trabalha das 6 da manhã até 5 da tarde e quando chega é pra se banhar e ir pro curso. Claro que ele me deu assistência depois da perda da minha mãe. Ele tentou se aproximarmar mas não dei espaço. Era difícil pra ele também, eu sei. A mãe dele faleceu dois meses antes da minha mãe e no dia do aniversário dele. Bem, também tinha aceitado um pedido de namoro de um garoto que já gostava de mim fazia uns 7 ou 8 meses. Eu tinha uma queda por ele, mas nunca tinha tido um namorado e na verdade eu sempre vivi no platonismo. Era mais uma coisa idealizada. Eu na verdade não me sentia pronta pra namorar e nem nada e confesso que hoje perto dos 16 eu ainda não consigo me sentir preparada. Enfim, chegaa ser vergonhoso, mas eu fugia do meu “namorado”. O contato maos proximo que tivemos foi um abraço porque meus amigos forçaram a barra. Ne sse mesmo dia ele pediu pra me beijar, ali na frente dos meus amigos. A perca do meu primeiro beijo ali, eu realmente congelei e disse não. Depois desse dia conversamos pelo celular, me senti culpadae disse pra ele que deviamos ficar mais amigos. Minha intenção era que eu me sentisse confortável com ele. E ele concordou. Mas ele não falou mais comigo desde aí. Ai entendi, tinha terminado. O problema era que tinhamos o mesmo circulo de amizade. Tinha se passado um mês. E percebi como todos me tratavam estranhamente. Um dos meus amigos que era melhor amigo do garoto que “namorei” chegou comigo e disse que tinha algo muito importante. ! As ele era meio chegado em conversinhas e fofoxas bobas eu ri e disse que não queria saber. Eu percebia que meu “ex” ficava me encarando em algumas aulas. Cheguei a ver ele escutando uma música junto com minha amiga, que era super amiga dele também, não estranhei, eles eram amigos. Mas o amigo dele encarava a cena e me olhava receoso. Eu não tinha sacado. Até que uns três dias depois, conversando por skype com minha amiga que também era amiga deles. Ela começou a chorar e disse que não aguentava mais me enganar e que se entia pessima por ser tao pessima amiga e me contou que meu ex estava com a minha amiga que é super amiga dele. Eu chorei, por rancor de todos. Eles pediram pra ninguém me contar, me fizeram de trouxa. Eu chorei tanto que me senti culpada por estar sofrendo mais por isso do que pela morte da minha mãe. Eles souberam que eu sabia. Ela disse que queria conversar comigo, eu neguei disse que estava tudo bem. Mas o clima ficou pesado e nosso grupo se dividiu. Eu tentava não cruzar com os dois e ficava na minha, meus amigos eu até avisava que não precisavam escolher e nem nada. Cortei contato com os dois. Mas minha amiga me mostrou que ela estava falar mal de mim por tras. Eu realmente me senti pessima. Eu só não conseguia conciver com os dois como se nada tivesse acontecido e ela queria que eu fizesse isso. Custava me respeitar? Eu reluei tantoa ficar co esse menino por ele jajá ter namorado minha amiga, nesse tempo ela ate veio falar comigo dizendo que eles terminaram porque desde o começo ele gostava de mim e ela quando pedou ele em namoro ja sabia disso. Mas eu não conseguia. E também não engolia o fato de tee descoberto que ele gostava de mim em um dia e noutro ele já comprometido com ela. Nesse tempo, quem contou que ele gostava de mi foi aquela super amiga dele e que era minha amiga. Eu não gostava dele, mas fiquei abalada por ser o primeiro menino que demostrava a gostar de mim. E eu achava ele atraente. Enfim. Isso acabou resultando em maos sofrimento pra mim. E ne sse ano ingressei no primeiro ano e em comparação com minha antiga escola, essa nova é muito mais pesada e quando acabou o terceiro bimestre e eu estava e estou atolada. Sempre fui umabboa aluna, mas nesses tempo tenho me sentido tão cheia e ao mesmo tempo vazia. Como se não liagasse pra nada, na versade não queria viver, sim pensei em suicídio. Mas sou covarde demais para tal ato, penso em meu pai e tenho medo da dor. Minhas notas cairam muito e acredito que vou pra recuperação em umas cinco matérias. Tenho bom comportamento sempre fui boa aluna, aquela que nao da trabalho sabe. A invisível. E bem, continuo com insegurança quantoa garotos, sei que aos olhos dos adultos sou nova para pensar nisso e eu também acredito que não preciso me apressar. Não pretendo dar meu primeiro beijo em qualquer um e muito menos outras coisas. Sou tão timida com garotos que fico trêmula e gaga. Isso quando consigo falar e detesto o fato de eu ser tão submissa. Eu abaixo a cabeça quando um garoto vem falar comigo, não consigo me sentir confortável. É vergonhoso o fato de tremer as mãos na frenres dos meninos, bem, isso geralmente acontece com aqueles que considero bonitos e o engraçado e que não chegava a ser a esse extremo com o meu “ex”. Bem, outra coisa vergonhosa de se admitir. Eu fico muito sozinha devido a rotina do meu pai. Depois de procurar um meio de me ocupar, ouvir falar da masturbação, sempre tive curiosidade. E acabei praticando, na primeira vez não senti nada e me perguntei se era normal, ma seu sabia que devia sentir algo. Depois que comecei a sentir o prazer. Eu pratiquei mas vezes, era um escape. Não precisava lembrar nada. Mas depois que acabava eu continuava tão vazia. Acredito em Deus, e sei que esse ato deve ser errado. Mas bem no fundo eu não sei sinto arrependimento real. Eu só sei que não é certo e devia parar. Bem, também tem os vestibulares. Eu me sinto pressionada de todos os lados. Tenho que aprender a conviver sem minha mãe, eu era tão dependente dela. Também tem o futuro, mas eu só queria descansar, encontrar um bem estar. Me ajudem a sair dessa confusão.

