Eu confesso que quando eu era garoto, na fazenda do meu avô, lá nas entranhas do Ceará, havia duas irmâs quarentonas vitalinas, Marreca e Polita, que já davam mostra de serem abestadas. Todo dia era a mesma coisa: uma delas,Marreca, acabava de comer e ficava olhando para o prato dizendo “eu não me lembro se já comí hoje” e a outra, POLITA,como se o comentário da primeira fosse a deixa para ela continuar, batia cinco vezes com os nós dos dedos na mesa e dizia: “tem gente chamando na porta”. E ia atender.

