Eu confesso quee sinto impotente diante da minha mãe. A amo muito, porém fico muito triste com os bombardeios e assédios. Tenho 24 anos, já sou casada e independente, porém, ser pacífica não resolve muitas coisas com ela, pois todos os limites são ultrapassados.me vejo num grande paradoxo, honrá-la com amor e respeito e me proteger das agressões psicológicas. Talvez eu seja dura mesmo, histérica como ela me chama, geniosa, e outras coisas mais…. Mas o amor que sinto por ela é grande, por que ela não se permite em me dá um abraço? Espera um pouco , o tempo das guerras sozinha acabaram, agora já estamos bem e seguras, eu, ela e minha irmã. Triste querer fazer tudo por ela e ficar limitada, querer alimentar melhor e fazer ela entender que margarina não faz bem, querer que ela perca todos os quilos a mais para que ela tenha mais qualidade de vida, querer que ela Tome um ansiolítico fitoterápico para dormir melhor e deixar a mente descansar. Mas ela não quer nada disso, ela prefere continuar a comer o que não é bom, a ficar deitada no sofá assistindo por horas GNT, com a saúde cada vez pior.. É pecado querer que sua mãe bem e com saúde? Hoje foi uma guerra, entre petiscos de assédio e muitos xingamentos a meu marido para me atingir, não sei o que ela queria, talvez atenção, mas não há nada para conversar, somente histórias passadas e super carregadas de rancor e fofocas, quando não, interagir com a TV e quando tento mudar de assunto que não seja xingar os outros em histórias antigas, é ser menosprezada por me informar sobre parto, e ouvir palavras tipo: há você é louca de querer dormir com o seu filho isso nao existe, ele deve ficar lá no berço, pra ele aprender… Que tristeza, eu digo a ela, Mainha a senhora é muito inteligente para isso, se permita mudar e se informar, a sua mente ainda pode ser jovem….. Ela não aceita… Que impotência…. Que impotência…..Murmuracoes… Reclamações…. Ninguém presta somente ela… Ninguém é merecedor. Se tem carne, quer peixe. Se tem peixe quer carne. Se tem os dois quer ovos. Difícil de lidar.

