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pessoas de confiança podem ser perigosas

Aos 8 anos quase fui estuprada por um vizinho idoso de confiança da família. Estávamos no apartamento. A luz tinha sido cortada porque a gente se esqueceu de pagar a conta. Nosso amigo gay estava saindo do banho, (eu era virgem) quando minha amiga perguntou: “Tu já viu um pinto?”. Eu disse “já”; “Sem ser de criança?”; “unhum”. Mesmo assim nosso amigo fez questão de exibir seu troféu. (pra zoar com a cara dele) Eu disse: “Nossa, como é pequeno!” e o veado não perde um sofisma: “Tu quer que eu endureça?”. Ela ainda hoje deve se perguntar onde eu vi um pinto. A primeira vez que eu vi um pênis, devia ter oito anos ou menos. E esse pênis me perseguiu por certo tempo, na verdade, me perseguiu até eu saber que aquilo era um pênis. Ele era negro, flácido, caído e asqueroso. Eu não conseguia imaginar como existia algo tão nojento no mundo. Ele devia ter mais de sessenta anos. Era meu vizinho. Um velho bem humorado, que vivia lá em casa. Os filhos dele brincavam comigo. Mas quando ninguém estava por perto, ele queria tocar em mim. Só andava de short, sem blusa e sem cueca. Nas viagens da família, ele ia junto e quando jogávamos dominó, ele tentava me aliciar de novo (quando ninguém estava por perto, claro) me dava balas, que eu nunca chupava, pois tinha nojo, dava sempre pra outra pessoa. Eu sabia que ele era mal. Uma vez, na sala, após o almoço, minha mãe cochilou deitada na rede e quando ele colocou aquela coisa hedionda pra fora, eu ficava me pendurando na rede, pensando “Acorda mãe, por favor, agora”. Eu era só uma criança. Como toda menina eu só queria me sentir protegida. Eu tremia toda; ele foi embora. Nunca tive coragem de contar para os meus pais. Um dia eu estava dormindo na sala, era de dia, senti uma coisa estranha me beijando, um selinho. Quando acordei, aquele monstro horroroso estava diante de mim. Fiquei completamente desnorteada, sem saber o que fazer. Levantei-me rapidamente, meus pais me perguntaram o que aconteceu. Eu disse “nada”. Fui crescendo, hoje vejo que tive sorte por ele não ter feito nada mais comigo. Mas por muito tempo (depois desse período) não conseguia assistir aqueles documentários sobre pedofilia na TV. Chorava muito por outras crianças, que não tiveram a mesma sorte que eu. Na minha adolescência achava que nunca ia me casar, nem conseguir ter uma relação sexual sadia com alguém, porque eu tinha muito nojo de pênis. Tive pesadelos com ele, acordava gritando e chorando. Hoje (graças a Deus) vejo que pênis não é tão ruim, depende do dono e de como é usado. O que eu quero dizer é que nunca deixe seus filhos sozinhos com pessoas estranhas que parecem conhecidas. Principalmente se forem do sexo masculino, com mais de cinqüenta anos. Vizinho, amigo da família ou até mesmo de dentro da família. Nunca durma enquanto sua filhinha está sofrendo diante de um maníaco, por mais cansado(a) que esteja. Fique sempre atento. E se você conhece algum doente assim, não abafe por medo da sociedade, denuncie, se vingue, mas faça alguma coisa. Eu já perdoei meus pais pelos seus desleixos, mas espero que seus filhos não precisem te perdoar pelo mesmo motivo. Nunca confie. Nunca. Nunca. Nunca.

Se estiverem sendo molestadas, faça uma armadilha, coloquem o celular pra filmar e flagrar o ato, então leve a gravação pra policia. Disque 100 para denunciar abuso infantil.

TAGS: molestar criança, pedofilia, abuso, negligencia familiar, quase estuprada, criança molestada, inocente, denuncie. pedófilo preso.

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Escrito por Anônimo

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Mesmo

eu adoro dar pro meu macho.