Eu confesso que
a total erradicação de muitas doenças é agora uma perspectiva realista. Embora já se
tenham passado mais de 40 anos desde que a varíola foi exterminada, e as esperanças de
mandar a pólio para o túmulo depois dela têm sido repetidamente riscadas, a retirada de
assassinos infecciosos de muitas partes do mundo é, não obstante, pouco menos que espantosa.
A pólio está confinada a algumas partes da Índia e da África ocidental, a malária se foi da
Europa, dos Estados Unidos e de quase todo o Caribe, o sarampo está reduzido a uma pequena
porcentagem dos números registrados poucas décadas atrás; doença do sono, filariose e
cegueira do rio estão sendo continuamente eliminadas, país após país.
Nos séculos por vir, haverá certamente novas doenças humanas, mas muito poucas delas
serão ao mesmo tempo letais e contagiosas. Medidas para curá-las e preveni-las virão cada
vez mais rápido.

