A natureza humana não vai mudar. Os mesmos velhos dramas de agressão e vício, de
enfatuamento e doutrinação, de fetiche e dano serão usados, mas num mundo sempre mais
próspero. Na peça de Thornton Wilder, A pele de nossos dentes, a família Antrobus
(representando a humanidade) mal consegue sobreviver à Idade do Gelo, à inundação e à
guerra mundial, mas suas naturezas não mudam.12 A história se repete como espiral, não como
círculo, sugeriu Wilder, com uma capacidade sempre maior para o bom e o mau, exauridos até
o fim pelo caráter individual imutável. Então, a raça humana continuará a se expandir e a
enriquecer sua cultura, apesar dos empecilhos e a despeito de as pessoas individualmente
terem a mesma evoluída e imutável natureza. O século XXI será um tempo magnífico para se
estar vivo.
Ou se ser um otimista.

