Pessoal, eu preciso confessar o tipo de pessoa que sou, não que eu queira mudar o meu coração e comportamento, mas para saber se existem outras que são como eu, ou nascem com características similares, e se sentem felizes como são.
Moro em Pernambuco, sou professor universitário, tenho três irmãos e uma irmã. Casei-me novo e minha mulher me deu dois filhos, mas como qualquer casamento, virou rotina, e como eu era bem pobre, arrumei o que eu podia na época, pois apesar de eu ter 1,85, olhos verdes, a minha mulher não me acompanha na beleza, pois ela é realmente feia, embora tenha algumas qualidades e, nova, a falta de beleza era disfarçada. Sempre tive um único problema: um pênis pequeno, fino e com ereção limitada, agora ainda mais que passei dos 50. Viagra e similares não resolvem mais. Conheci uma moça com 25 anos e eu tinha 43. Trabalhávamos na mesma escola, e eu comecei a jogar charme, e acabei ficando com ela. Compensava minhas deficiências com meu porte físico e ela não ligava, me admirava, pois modéstia a parte sou inteligente. Acontece que veio um filho(a) e eu me desesperei pois eu era casado ainda e tinha dito a ela que estava separado e outras coisas de homem quando quer outra mais nova cheia de sonho. Covardemente comprei abortivos e simulei uma viagem pois se desse algum problema ela se ferraria sozinha… Mas ela me enganou e não tomou os remédios. Foi bom pois o fruto nasceu e eu gosto dele(a). Depois comecei a teu ciumes e ciumes doentio, confesso que sou possessivo e para piorar, fui militar. Implantei um sistema de terror, fiz a minha mulher abrir mão de duas matriculas (uma de cada vez) para cuidar de filhos pois veio um segundo, monitorava e-mail , com quem falava, ligava para amigos, aboli as amizades antigas, fui cortando a vaidade dela, cortei dinheiro da mão dela, fazia compras e as roupas, cheguei ao ponto de fazê-la usar roupas tipo camisetas ou blusões de homens, isso mesmo, e ela apesar de nível superior, formada como eu, foi aceitando, usei técnicas de opressão, e coisas que não caberiam aqui. Fiz uma união estável para enganar a alguns anos pois na verdade nunca cortei os vínculos com a minha ex mulher. Recentemente após viver das migalhas da minha mão, conheceu um merdinha semi-analfabeto que foi fazendo amizade e ela se apaixonou por ele. Isso descobri bem depois. Ela que me temia como um deus, tomou coragem foi na Delegacia de Mulheres e me acusou de agressão psicológica. e fugiu com o apoio de um tipo de programa de ajuda a mulheres aqui em Pernambuco, para casa de parentes. Levei quase dois meses para ver filhos(as), e não dei um tostão para ela se sentir isolada do mundo (roubei os e-mail dela que eram cadastrados no meu telefone, no meu nome para osola-la mais e mais), e voltar para o teto e o prato de arroz com feijão, mas ela não voltou como de costume me obedecia. Mas o tal merdinha parece que junto com a família dela, e olha que afastei ao máximo que pude a família, até quando a mãe dela morreu, após o enterro, horas depois levei-a de volta para casa, ainda ajudaram ela. O merdinha mandava dinheiro e ela se aguentou. No começo paguei advogados e com certa influência na cidade que moro comecei a levar vantagem no processo, pois a justiça aqui onde moro é lenta, falta funcionário e a burocracia ficou a meu favor com advogados pagos. Uma advogada inclusive mora no meu prédio, o marido foi embora, e passando necessidade fui um exímio negociador em oferecer migalhas como honorário, tipo cem reais hoje, 50 amanhã para autenticações e cópias etc, pois não tinha onde cair morta. Quebrei várias protetivas e sempre sai ileso, pois me aproximava da casa que ela estava escondida, falei que mandaria o exército cercar a casa, fiz o que pude, assediei os parentes dela, até que uma juíza apreciando algum pleito dela, e após uma audiência onde fiquei nervoso e falei besteira diante de uma promotora (a juíza não estava e a promotora s[o agiria em caso de acordo), sim, após isso a juíza me intimou e me citou a lei pois estava 4 meses quase sem dar pensão. Pela primeira vez na vida tive que abaixar a cabeça e isso me fez muito mal, pois meu ego é muito alto. Estou correndo o risco de ser preso por pensão e como estratégia arrumei outra mulher para tentar ainda apresentar uma família para facilitar a conquista da guarda dos menores. Cheguei antes na lábia a enganar um conselheiro tutelar e fazer ele acreditar que as minhas filhas estavam tipo em cárcere privado, e fui no carro do Conselho, mas não deu certo. Minha máscara caiu. Estou arrasado, digo de novo, e não suporto ser subserviente a ninguém. Preciso afirmar que não vou mudar e que continuo com a minha arrogância de sempre, e no que for possível, não mudarei nem um pouco. Mesmo sendo trocado por um joão ninguém, sei que sou superior. Precisava desabafar afirmando quem eu sou, e não uma suposta pessoa boba e boa, pois isso eu não sou.

