Eu confesso: Quando eu tinha por volta dos seis anos, vendo minha mãe pintando as unhas das minhas duas irmãs mais velhas, pedi que ela pintasse as minhas também, ela atendeu prontamente e pintou as minhas unhas com o mesmo esmalte vermelho que havia pintado das minhas irmãs. Daí por diante tornou-se um rotina semanal. Mas, quando eu estava mais grandinho meus colegas na escola começaram a me chamar de mulherzinha, então daí por diante eu deixei de pintar as unhas. Certa ocasião quando me preparava para entrar na faculdade, vi minha irmã pintando as suas unhas e me lembrei dos meus tempos da meninice e pedi a ela que pintasse as minhas também. Ela perguntou que cor de esmalte eu queria e apontei um vermelho meio amarronzado. Fui para o curso vestibular de unhas pintadas. Ninguém mexeu comigo porque me conheciam bem e sabiam pelo meu comportamento que eu não era gay. Eu tinha uma namorada, ela ao ver pela primeira vez de unhas pintadas, tomou as minhas mãos e examinou com cuidado perguntando que as havia pintado eu disse que havia sido a minha irmã. Ela gostou, e disse que daí por diante que iria pintar as minhas unhas seria ela. Que acabou se casando comigo. Meus parentes e amigos acabaram se acostumando me vendo sempre assim de unhas pintadas. No dia do nosso casamento, minha noiva sugeriu que fôssemos para a cerimônia religiosa com as unhas pintadas com esmalte incolor, eu aceitei de bom grado. Somos muito felizes, nos amamos muito, sempre nos demos muito bem. Temos três filhos, também duas meninas e um menino, ele é, o do meio. Meus filhos também passaram desde cedo a pintar as suas unhas, o garoto também. Gosto não se discute e cada um que cuide da sua vida.

