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O dia que eu fui violentada

Eu achei que ele falava muito de sexo, e fazia muitas brincadeiras idiotas, mas tamb?m me deixei pensar que era s? porque ele era um cara brincalh?o e piadista. Relevei e deixei ele ser ele mesmo, porque ao mesmo tempo ele me fazia acredita que era algu?m que assim como, queria algu?m.
Nos encontramos, as 18:00. Entrei no carro dele, meio sem gra?a. Quando entrei j? senti o cheiro de cigarro, que eu detesto. Sabia que n?o ia querer ficar om ele porque eu realmente odeio esse h?bito e o que ele traz, mas eu j? tinha combinado, j? estava l?, n?o custaria tanto terminar o encontro. Conversamos no carro, decidimos n?o ir ao shopping e encontrar um lugar no caminho. Paramos num posto pra abastecer o carro, e em seguida ele encostou o carro, no posto mesmo, ora gente conversar. Eu nem sei por que ele fez isso, acho que ele percebeu meu desconforto, n?o sei. Ele disse pra descer do carro, que queria me dar um abra?o, e foi quando eu vi que ele era muito grande mesmo, fiquei meio assustada.
Entramos no carro e foi quando ele me beijou a primeira vez, e foi horr?vel, eu senti nojo, o tempo todo. Por algum motivo muito ruim, ali eu n?o tive coragem de dizer n?o. Dentro do carro ele tentava me beijar e eu me virando pra evitar ele beijava meu pesco?o e tentava colocar a minha m?o ?nele?. Eu pedi pra parar, disse que a gente tinha combinado um encontro pra conversar, e que ele n?o estava cumprindo com o que t?nhamos combinado, ent?o ele disse vamos encontrar um lugar pra gente conversar e sa?mos com o carro. No caminho, ele me perguntava se eu conhecia algum lugar, e eu n?o queria que ir com ele em lugar nenhum, n?s est?vamos vindo a caminho da minha casa, e eu n?o queria ir pra nenhum lugar que algu?m pudesse me ver com ele, porque eu estava com nojo e vergonha. Foi quando, no meio do caminho, ficando ainda mais perto de casa, ele avistou um motel, e prop?s que entr?ssemos, pra conversar em um lugar privado, sem pressa. Eu questionei ele se ele n?o tentaria fazer nada, porque eu n?o queria, eu tinha aceitado sair pra gente conversar, se conhecer. Ele disse que n?o ia fazer nada que eu n?o quisesse, que iria me respeitar, que ele era um homem e n?o um moleque.
Eu queria que aquele encontro acabasse, e pensei que se a gente entrasse no motel, ?amos conversar ate dar a hora que eu tinha de ir embora e eu nunca mais o veria novamente, e assim as coisas terminariam bem.
Chegamos no motel e ele perguntou se eu queria beber alguma coisa, eu n?o bebo assim sozinha e fora de casa, ent?o pedi um milkshake porque eu tomo sorvete quando to nervosa. Sentamos na cama e conversamos um pouco sobre algumas coisas e contrariando o que ele havia dito, come?aram as tentativas de fazer alguma coisa comigo. Tentava me beijar, e passar a m?o no meu corpo e fazer com que eu o tocasse. Eu dizia que n?o queria, que queria conversar, resistia e ele parava por um tempo, conversava alguma coisa ate tentar de novo. Isso aconteceu algumas vezes e em todas em demonstrava n?o querer e resistia, mas ele insistia at? se tornar constrangedor o tanto que eu negava suas investidas.
Eu disse que ele tinha me enganado, que ele mentiu quando disse que n?o ia tentar nada comigo, e ele n?o tinha respostas, dizia pra eu deixar rolar, que ia ser gostoso. Eu disse que n?o queria eu as coisas acontecessem daquela forma. O clima j? estava bem constrangedor, pra mim e pra ele, eu queria ir embora e disse que tinha de ir porque meu pai estava precisando de mim em casa. Foi a ultima vez que ele tentou me beijar e eu virava o rosto, n?o queria, ent?o ele que j? estava com a cal?a aberta, abriu minha calca enquanto eu tentava afastar as m?os dele, n?o consegui, ele tirou minha calca e eu pedi pra parar, mas num segundo ele estava em cima de mim, e no outro como se fosse nada estava me penetrando mesmo eu demonstrando como n?o queria e ignorando todas as vezes que eu dizia ?eu n?o quero? e ?por favor pare?, eu tentava movimentar meu corpo pra que ele sa?sse de cima de mim e n?o consegui por ele ser maior, mais pesado. Num certo momento foi como se eu tivesse entendido que eu n?o ia ganhar dele n?o importa o que eu fizesse, ent?o eu parei de fazer for?a e desisti de tentar me desvencilhar dele, ele continuou me penetrando, com o corpo por cima do meu. A sensa??o que eu tenho ? que eu morri, naquele momento. As vezes acho que to morta at? agora. Era como se n?o tivesse vida, fosse s? um corpo. ? um pouco bizarro. Ele ejaculou muito, nas minhas pernas, e saiu de cima de mim. Eu fiquei um tempo deitada, meio at?nita e sem fala. Depois me levantei e fui ao banheiro me limpar e tirar o absorvente interno que eu estava usando pois estava menstruada. Me limpei, voltei ao quarto e pedi pra ir embora. Foi quando me vesti, e sem nenhuma palavra nos ajeitamos e voltamos pro carro. Me trouxe em casa. Porque afinal de contas, ele era um homem e n?o um moleque.

Eu queria que aquele encontro acabasse e por n?o saber dizer n?o ele nunca mais teve fim, dentro de mim ?

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Escrito por Anônimo

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