em

Perdida

Tenho 26 anos, sou (ou era) casada há quase 12 anos com o meu primeiro namorado e pai da minha filha. Sou formada em psicologia, graduação esta que não sei porque fui inventar de fazer, passei em dois concursos na minha área. Nos mudamos de cidade e os concursos ainda não haviam sido homologados. Nosso relacionamento sempre foi marcado por muita briga, muitas destas até físicas, éramos (em especial ele) muito intensos, ou nos amávamos muito ou nos odiávamos muito. Ele quando era nervoso, exagerava, gritava, xingava e por motivos banais. E nossa vida sexual era ruim por minha culpa, não consigo ter tanta libido, sempre fui assim e ele, por outro lado, já tinha demais (pelo menos para mim), dizia que nesses 12 anos me achava a mulher mais linda do mundo. Apesar das brigas, éramos cumplices, amigos, companheiros e tinhamos muito amor um pelo outro. Ele recebe muito bem, tem uma boa renda e eu estava sem trabalhar (nunca trabalhei, só atuei em estágios). Mas de uns 3 anos para cá ele vem ficando cada vez mais descontente, sinto que ele me ama e tudo, mas não é a mesma coisa, o estresse no trabalho dele piorou ainda mais a situaçao, pois com a promoção a responsabilidade passou a ser maior (chegava a trabalhar 12-13 horas por dia). O concurso que fiz nessa cidade anterior me chamou e decidi ir embora com minha filha e minha irmã mais nova (meus pais são falecidos e ela mora comigo) para assumir. Coincidiu com um período de brigas muito forte, mas estou me sentindo tao mal, tao perdida… Conheci-o com 15 anos (ele tinha 21), minha vida era até então ele, meu conhecimento de mundo vinha dele, cresci, amadureci com ele. Sinto que posso estar fazendo uma bobagem, sinto que ele no fundo não quer que eu vá, mas não sei o que fazer… Só queria dizer que meu coração está doendo muito, muito mesmo. Me sinto só.
Muito só.

Reportar

O que você acha?

Escrito por Anônimo

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *


O período de verificação do reCAPTCHA expirou. Por favor recarregue a página.

O ENIGMÁTICO ET DE VARGINHA

Será que a culpa é minha?