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Problemas afetivos

Achei este site por acaso e realmente em um momento em que estava precisando.
Minha confissão é,que minha vida toda me senti culpada por tudo que acontecia,até descobrir que os culpados são meus pais,pela minha idade ainda me considero muito ingênua a tal ponto que faço tudo por amigos e pelas pessoas que me deem um pouco de atenção e acabo sofrendo mais ainda quando descobriu que esses amigos não eram tão amigos assim. Fui criada pela minha avó e meus pais trabalhavam em cidades diferentes,a casa que moro era da minha avó e ela quem ditava as regras,de certa forma fui até mimada,sempre tive maior parte do que queria em mãos,ainda mais pelo histórico de que eu praticamente fui uma ultima tentativa dos meus pais de terem filhos que tentaram desde quando se casaram aos 24 e nasci quando minha mãe já tinha 32 anos. Nasci com probolemas pulmonares e aos 3 para os 4 anos comecei tratamento para eplepsia,tive um quarto rodeado de brinquedos e sempre era protejida do mundo,porém quando precisei sair do castelo,comecei a ter vários traumas pela minha ingenuidade e inocência,sai de casa acreditando que todas as pessoas eram boas e que eu era alguém importante.Logo de cara descobri que não era uma pessoa importante,mas pior que isso,descobri da forma mais assustadora,onde só de forma bruta,me liguei que melhores amigos estavam acabando com quem eu era. Por causa de sentir a ausência da minha mãe,também sempre procurava amigas que tivessem idade próxima a ela. Era como se procurasse uma mãe em qualquer pessoa do sexo feminino. Minha mãe sendo professora as pessoas me cobravam um pouco,e uma infância toda escondia minha difiuldade na escola,sem nunca entender o porque que em 7 anos de reforço e aula particular,certas coisas não consegui entender até hoje e hoje em um ensino superior,me fazem falta,desde pequena sempre sou a atrasadinha nas coisas e a que consegue demorar muito tempo para entender e interpretar as coisas,até consigo,mas encontro muita dificuldade. Meu pai me dava livros de filosofia quando tinha apenas 9 anos e sempre me senti burra,algumas vezes gritava comigo e saiam brigas em casa por meu pai querer que entendesse um jogo de xadrez aos 4 anos. Tanto isso foi sério,que minha mãe conta as vezes até rindo que meu tio discutia com ele perguntando se ele não queria me colocar numa faculdade quando fizesse 7 anos. Meu pai sempre exigiu de mim,muito estudo e me colocava como criança gênio para as pessoas de tal forma que quando descobriam minhas dificuldades eu me tornava piada. Hoje adulta consegui confessar minhas dificuldades,e a sensação que tenho é de abandono,mãe acusa professores e na época os professores me pediam para pedir ajuda a minha mãe,que quase sempre estava na correria diária e mal notava o que acontecia. Perdi minha avó,melhor amiga,amiga de infância,amigo de moto clube,uma colega de trabalho se suicidou,e ontem recebi a noticia de um colega da faculdade que sofreu acidente e faleceu,todos esses acontecimentos em 2 anos.Sem que eu tivesse tempo pra respirar.Precisei muito da minha mãe que continuou ausente exceto para me dar comida. Não me trata diacordo com a minha idade,brigamos praticamente todos os dias por causa disso e por tudo que ouvi dos outros. Minha mãe se tornou uma morta viva que dei meu sangue pra tirar ela dessa e fazer tudo dar certo em casa,larguei sonhos,larguei minha vida pra viver em função de melhorar a casa. Meu pai nunca foi de ter paciência e as vezes se tornava mais agressivo,sinto raiva quando lembro que ninguém me defendia. E mais do que isso é a dor que ando carregando por ouvir da amiga dela que tudo foi culpa minha,e é minha responsabilidade cuidar de tudo e no que dependesse dela ela me bateria e arrancaria meu cabelo com as mãos. Sofri traumas fortes relacionados a agressões,e tudo me veio em mente,não consegui mais me controlar e comecei as automutilações com sentimento de culpa e não sai da cabeça que cada coisa que sofri,foi porque mereci. Não é segredo para minha mãe,eu já lhe pedi ajuda pois não conseguia parar,mas ela sentou no chão e só sabia chorar,não ganhei abraços ou ninguém que me desse mais força,tenho fama na cidade que maltrato meus pais,que uso drogas,e isso porque realmente os amigos que ficaram do meu lado são usuários e me deram o abraço que eu queria da minha mãe. Quanto aos maltratou eu tentei me defender e infelizmente fui obrigada a falar que minha mãe tinha depressão,e me acusaram disso ser minha culpa. Para ajudar as pessoas desde os traumas que comecei a ter no final de infância,eu comecei a sonhar em ser psicóloga,e não é a primeira pessoa que fala que não nasci pra isso. Minhas notas estão sempre baixas,ando sempre desanimada e com tremenda vontade de desistir,mas não me vejo fazendo outra coisa.Sempre fui de ajudar aos outros e sempre gostei de ver as pessoas sorrirem,fui capaz de largar aula e procurar uma colega pela cidade toda e pelos hospitais com medo que ela estivesse mal por quase ter perdido a mãe,e hoje,raramente me comprimenta. Deixei de entregar um trabalho valendo 4 pontos na média,porque uma colega me enviou mensagem falando que estava triste e pensando em se matar ou viajar,eu larguei tudo e falei que viajaria com ela se fosse preciso,e ela me apelidou de lerdinha. No fundo parece que sempre quero e necessito da aprovação das pessoas e do carinho delas. Mas não costumo dizer ou insistir nisso, eu apenas fico quieta,entro no meu quarto e choro pensando o que mais eu posso fazer pras pessoas gostarem de mim. Ou talvez não as pessoas,mas que minha mãe olhe para mim. A casa vive de pernas pro ar,não dá nem gosto ficar nela,minha mãe parece que está morta e só respira,vive em função do trabalho que nem se dá conta que os amigos que as vezes veem no portão é pra pegar dinheiro pra bebida,não uso drogas,exceto bebida alcoólica. E sendo sorte ou azar,eu posso ficar bêbada em casa que ela não se liga. Duas amigas quase brigaram de tapa em casa e ela não fez nada. Com isso,vizinhos ligam,parentes e outras pessoas acabam tendo uma ideia de mim de alguém que não sou.Não sou preconceituosa e nunca liguei para o “ Me diga com quem andas que tirei quem é” . Porque pelo menos eu sempre tive uma cabeça que queria ajudar e não ser mais uma pessoa que precisa de ajuda,porém eu percebi que preciso de ajuda sim! Mas nunca em hipose alguma usei crack,LSD,ou coisas do tipo como meus amigos,e se não fossem eles me falar o que era o doce,eu entrei nessas amizades,imaginando bala uma bala de morango,hortelã,e doces,imaginando brigando,pirulitos,só peguei malicia da vida com amigos e não sabia também que a amiga da idade da minha mãe ou próxima a qual eu admirava e confiei a minha vida,fazia programas e que por conta disso eu ia ser afetada. Foram as únicas pessoas que estiveram comigo e me deram abraço quando precisei,mas ao mesmo tempo,estou ganhando famas de coisas que eu não sou. O que eu faço?

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Escrito por Anônimo

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Eu mereço mais por ter sofrido, muito mais

SOMOS TODOS UM BANDO DE CHORÕES