Bom, eu sou uma jovem de 21 anos. Sou filha única de uma família de descendência italiana e talvez isso tenha auxiliado no fato de eu ser muito mimada. Meus pais nunca me deixaram fazer absolutamente nada, assim que eu nasci, minha mãe largou o emprego dos sonhos pra cuidar de mim, fui criada a base de bolachinha passatempo e danoninho na boca, nunca lavei uma louça, ganhava todos os presentes da família mesmo não sendo datas comemorativas, estudei nas melhores escolas, nunca pude ter um namorado, meus pais nunca deixaram eu ir nem na esquina sozinha e até pra ir pra escola no bairro tive que ir de lotação pois meus pais morriam de medo de eu sofrer alguma coisa, tudo que eu quisesse meus pais faziam das tripas coração pra me dar e eu nunca precisei correr atras de nada e isso acabava comigo. Eu sempre quis poder ter minha independência e sonhava com o dia que faria 18 anos pra poder vive longe da sombra dos meus pais, sem dar mais gasto a eles. Chegado o dia do meu aniversário, meu pai me presenteou com um carro e minha vó com uma quantia em dinheiro suficiente para poder dar entrada no meu próprio apartamento. Finalmente estava livre das cobranças dos meus pais, pela primeira vez me senti senhora de mim mesma e isso era a melhor sensação que já tive. Eu conheci um mundo diferente desde que saí da casa dos meus amados pais, e tudo era muito novo pra mim. Comecei a faculdade de física para poder seguir meu sonho de ser perita criminal, e entrei em contato com muitas pessoas que trabalhavam na área pra entender um pouco mais do que eu buscava. Entre meus contatos, conheci um ex militar, ele era um homem muito educado e inteligente, me fazia sentir bem e logo nos tornamos amigos. Ele era divorciado e muito mais velho que eu, então eu não tinha interesse em um relacionamento, mas depois de algum tempo, ele acabou me cativando de uma forma que eu me apaixonei. Em pouco tempo estávamos engajados em um namoro sério. Em um ano de namoro ele me pediu em casamento, mas eu não quis me casar no civil. Ele é um homem maravilhoso mas eu sinto que a partir do momento que ele entrou na minha vida, eu perdi a vontade de viver. Ele é um ótimo marido, mas me casar com ele foi um erro terrível. Ele sempre me trata como criança, me pega no colo, abre e fecha a porta pra mim, paga tudo que eu como ou compro, faz as tarefas em casa, me enche de presente e me lambe da cabeça aos pés. E nossa diferença física e de idade me mata, enquanto ele é um homem de 40 anos, de 1,89 e 100 quilos, eu sou uma garota de 21, 1,54 que mal chego aos 50 quilos e uma puta cara de criança, tanto que as pessoas acham que eu tenho 13 ou 15 anos, e ele se acha no direito de viver me levantando no colo em público, me dando apelidinhos do tipo ‘Smurfette’, ‘Polly Pocket’, ‘bonequinha’, ‘docinho’ etc. Porra! Eu sou uma mulher adulta, não criança e nem ‘princesinha’. Eu amo ele, mas isso me mata, e o pior é que eu estou grávida dele (dois meses, mas ele ainda não sabe) e ele é muito do tipo família, católico fervoroso. Eu queria muito abortar esse feto, mas eu tenho pena porque as ex mulher dele tomou a guarda das criança e nem deixa ele vê-las, e ele adora crianças. Poxa, tomei a pior decisão da minha vida casando com um homem que fode minha liberdade. Meu sonho era poder ficar livre de todo mundo e poder viver minha vida como eu quero, me arrependo amargamente de ter casado com um homem que me trata como filha e as vezes penso em me matar só pra não ter que vê-lo de novo, ou pra não ter que criar uma criança que foi um outro erro péssimo e que eu provavelmente vou odiar. Eu sou um nojo de pessoa.

