Tenho 36 anos e uma filha com 18. Desde que ela começou a se tornar mulher, nasceu entre nós uma disputa velada, uma querendo ser considerada mais bonita que a outra. Minhas amigas me dizem que seus maridos a consideram com uma beleza infantil e suave, enquanto eu teria um rosto lindo, corpo sedutor e muita sensualidade. Há cerca de um ano ela começou a namorar um rapaz bonito e viril, que sempre a tratou com muito carinho e por quem ela está irremediavelmente apaixonada. Ele passou a frequentar nossa casa e sempre aos dias de fim de semana comparece para curtir um whisky conosco ao lado de nossa piscina. Agora, após 1 ano de namoro, decidiram ficar noivos no mês que vem. Último sábado, ele foi a nossa casa e estávamos em volta da piscina, ele e meu marido usando sunga e eu e minha filha usando biquíni, quando recebemos uma ligação de que minha sogra estava chegando de viagem. Meu marido e minha filha então saíram para pegá-la no aeroporto, que fica muito distante de onde moramos. Permanecemos em casa, curtindo e conversando, apenas eu e o namorado de minha filha. Servi e tomei junto com ele várias dozes duplas de whisky, sem perceber que estávamos passando do limite. Certa altura o chamei para me ajudar a trocar uma lâmpada no meu quarto. Enquanto eu subia em uma cadeira para alcançar o lustre, ele me apoiava, para que eu não desequilibrasse. Quando desci, me descuidei e cai em cima dele que me amparou, mas ficamos no desequilíbrio, frente a frente, ele de sunga e eu de biquíni. Não houve como segurar um beijo na boca e, a seguir, carinhos e sexo. Eu não queria permitir, mas não consegui segurar o desejo de ser penetrada por aquele rapaz. Transamos intensamente e chegamos juntos ao orgasmo. Passado o efeito do álcool, senti o absurdo do que havia acontecido. Fiquei desesperada. A minha consciência gritava me condenando. Não sabia o que fazer. Passei a noite acordada, virando na cama de um lado para o outro e meu marido sem nada entender. No dia seguinte, domingo, me levantei amargurada e lá na piscina, quando o namorado de minha filha entrou em casa para fazer qualquer coisa, encaminhando-se ao fundo do corredor onde ficam os quartos, fui procura-lo para dizer que deveríamos apagar de nossa memória o que havia acontecido. Mas, quando começávamos a conversar, impulsivamente, nos beijamos e tudo voltou a acontecer. Percebi que eu estava concorrendo de novo com a minha filha. Conclui que não comandamos nossos corações e que, diante de uma insensatez extrema não há retorno e nem há conserto. Quero continuar com ele e por isso não posso concordar com o noivado de minha filha. Não sei como explicar a meu marido essa decisão, pois não há razão lógica para justificar o que estou fazendo. Mas o pior é que ele quer que continuemos transando, mas também consolidar o noivado com minha filha. Não se o que faço.

