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Minha Primeira Desilusão Amorosa

Lá estava eu com 11 anos. Estava no 6º ano e era no início das aulas. Tinha alunos novos, outros eram repetentes, e outros eram os de sempre.
Não sei porquê, mas um garoto que repetiu de ano me chamou a atenção. A gente começou a conversar e no meio do ano eu percebi que eu gostava dele. Não conseguia parar de pensar nele.
Bom, ele era popular e eu não, mas ele falava e era amigo do pessoal impopular, ao contrário de outras pessoas.
Então, achei que ele era diferente. Achei que ele poderia gosta de mim do jeito que eu sou. Como estava muito corajosa ( e iludida), fiz uma carta para ele. Como eu era boa em escrever poemas, ao longo do tempo eu tinha escrito alguns pensando nele e resolvi por naquela carta.
Eu contei para as minhas três melhores amigas e resolvemos colocar um plano em ação; depois de um tempo de educação física era o intervalo e depois era outro tempo de educação física. Eu fiz um esquema: Depois do 1º tempo de Ed. Física, as minhas amigas iam falar para ele que tinha alguém me esperando na biblioteca, então ele iria pra lá e eu iria entregar a carta para ele.
Era um plano ótimo e não achei que teria consequências!!
Colocamos o plano em ação. Minhas amigas foram chamar ele, mas o garoto não queria ir. Acho que no meio disso, uma das minhas amigas falou para ele que a garota que estava esperando ele na biblioteca gostava dele. O garoto mandou um amigo dele ver quem estava lá e como só tinha eu, foi fácil pra ele decifrar. Ele gritou meu nome e nesse momento eu pensei que estava indo tudo por água abaixo. Comecei a chorar. Todo mundo ficou sabendo da minha paixão por ele. A única parte boa foi que ele leu a carta e quando acabou ficou com um sorriso bobo no rosto no qual me deixou feliz.
Ele pediu uma sema para pensar
Se passaram 8 longos dias e a gente só mantinha contato por bilhetes por causa da vergonha que sentíamos de falar cara a cara (bom, pelo menos eu sentia.
Em uma quarta feira, ele falou que queria que fôssemos somente amigos. Minha vontade era de desabar, mas eu tive que segurar por causa do meu orgulho.
Chegando em casa, deitei-me na cama, abracei meu ursinho e comecei a chorar. Nesse dia eu não almocei e nem jantei. No dia seguinte, tinha que fingir que estava tudo bem. Minhas amigas não deram nenhum apoio moral para mim em nenhum momento. Somente uma me deu em um momento que eu reclamei disso, mas depois, nada. Passaram 4 meses e 11 dias e aqui estou. Eu ainda gosto dele e não consigo esquecê-lo.
Depois disso, eu fico nuns cantos pensando na besteira que eu fiz. Achei que ele fosse diferente, mas eu tive que aprender que a vida não é um filme.

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Escrito por Anônimo

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