Era só mais uma noite qualquer, e a jovem Isabel estava calada, com suas músicas e seus pensamentos, muitos deles obsessivos, graças ao seu TOC. Isabel tinha o pior dos problemas: não ter problemas. Sua mente vazia era tão instável quanto seu desejo por viver, os pensamentos de coisas ruins acontecendo com a família eram constantes, e isso acabavam com ela. A família era sua única segurança e era muito prejudicada em seus pensamentos podres incontroláveis. Quando ela era sua própria vítima, já não se importava mais, já não tinha mais esperanças e nem interesse por viver. A família era a única razão de não se suicidar. A garota da infância feliz já não era mais feliz. Não sofria por paixões, não tinha problemas na escola, tinha tudo para ter uma vida normal. Mas a sua mente não deixou. O suicídio já foi uma ideia não realizada (e nem tentada) de Isabel há alguns anos, hoje não é mais. Mas pode voltar a ser a qualquer momento, principalmente com coisas ruis acontecendo à família desta tão desgraçada jovem. Isabel continua viva, lutando contra si mesma no infinito de sua mente, lutando contra seu TOC,contra seus medos, contra seu fracasso… e vez ou outra se pega pensando, chorando interiormente e escrevendo como forma de desabafo, na internet, no papel. Em seu armário, folhas rasgadas, textos secretos escritos expressando o que sente ou sua imaginação…você não a conhece, nem vai conhecer…nem mesmo ela se conhece.
Meu nome? Não conto, mas por hoje pode me chamar de Isabel

