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Quero renascer!

Eu queria muito ser adotada. As vezes soa até infantil quando tento explicar para alguém o quanto a carência de afeto familiar tem me prejudicado.
Filha de pais separados e desequilibrados, possui um convívio conturbado com eles, meu pai me abandonou aos 2 anos e nunca se fez pai em minha vida e minha mãe foi a maior causadora dos meus traumas atuais.
Já era hobby ela me espancar, me hulmilhar, me ferir e me odiar. Era comum ela levar homens pra se relacionar dentro de casa, como consequência sofri assédios sexuais, moral e tentativa de morte por eles e eu n tinha nem 11 anos. Os vizinhos sempre ouviam toda a confusão mas nunca pediam ajuda até que a mãe de uma colega da escola decidiu ir a polícia após ver meu corpo com cortes e hematomas graves.
Perdi contato com amigas de rua, pois as mães delas me acusaram de ser filha ruim já que mãe é mãe e tem o direito de fazer o que quer com o filho, inclusive bater a cabeça dele contra a parede pq é 11 da manhã e a salada ainda não está pronta.
Tinha medo da minha mãe, era mais confortável ficar sozinha que com ela em casa. Fazia xixi na cama e no chão do canto do quarto pra n ter que sair e ve-la.
Após tudo o que vinha ocorrendo eu me isolei, meu rendimento na escola caiu e eu apenas ficava trancada no quarto onde entrei em depressão e tive varias tentativas de suicídio, a forma como lembro tão bem das coisas me destroe, por varias vezes desejei a morte da minha mãe por não conseguir suportar aquilo e não ter nenhum familiar que tomasse a frente.
Minha mãe casou novamente e o marido dela era frustrado por n ter nenhum filho com ela e começou a me tratar muito mal e influenciando minha mãe a pensar da mesma forma que ele, até que eu cheguei da faculdade e o ouvi falando pra minha mãe me expulsar de casa e ela respondeu "amanhã falo com ela" isso me deixou super indignada, a forma como outra pessoa faz com que ela trate um filho de tal forma.
Na época eu trabalhava de manhã, ia pra academia a tarde e faculdade a noite, essa expulsão fez com que vários problemas se alarmassem, como síndrome do pânico e tuberculose. Perdi meu emprego, perdi a faculdade, quase fui estrupada na saída de um sanatório e até hoje tenho feito o uso dr calmantes, antidepressivos e ácido valpróico. Minhas tentativas de suicídio aumentaram drasticamente e fui internada varias vezes e em dezembro de 2016 fui dada como estado grave em um hospital psiquiátrico aqui de Recife no qual teria de ficar internada.
Eu tava sobre efeitos de medicamento e minha mãe tava lá comigo pois era responsável por mim mesmo eu sendo maior de idade, ela negou a internação e o psiquiatra disse que a única forma de eu n ser internada seria ela se responsabilizando e se comprometendo comigo, pois não podia ficar sozinha nem sair sozinha de casa. Ela assinou um termo no hospital relativo a se responsabilizar por mim e negando a internação.
Fui para a casa dela para começar um tratamento e minhas medicações ficavam no quarto dela para que eu n tentasse me matar novamente, ela pagou uma amiga para cuidar de mim enquanto ela tivesse fora, e todo o cuidado q ela começou a ter comigo gerou um incomodo novamente no marido dela, que costumava me atacar por frente e pelas costas. Dizia ser frescura toda minha situação e que minha mãe não deveria me tratar como me tratava. Falei a minha mãe sobre oq ele estava fazendo e que eu já não aguentava ouvir tudo aquilo calada e ela disse que falaria com ele, ele começou a fazer charme dizendo que sairia de casa e iria pra casa da mãe dele e adivinha? Minha mãe disse "não, quem vai sair é ela, não você" e euzinha fui pra rua novamente!!!!
Foi registrado B.O. por abandono de incapaz e o caso foi levado a defensoria pública de lá sendo encaminhado ao ministério público por ser considerado grave.
Eu não sinto mais vontade de continuar viva com tudo isso revivendo na minha mente, não posso trabalhar, não consigo dormir bem, quase todos os dias sonho tendo uma vida diferente com minha mãe e acordo gritando e me batendo contra cama, isso ta me matando!!!!!!
Queria tanto formar uma família, ser mãe antes de morrer, mas me sinto como uma bomba relógio, que a qualquer momento minha tentativa de suicídio será bem sucedida.
Eu quero muito ser adotada por uma família que possa suprir minha necessidade de afeto, que possa me tratar como todos os pais deveriam tratar os filhos.
Vivi e ainda vivo há 4 anos com um namorado, infelizmente não tenho pra onde ir e a forma como ele me trata faz com q eu me sinta mais mais inútil, parece que nasci apenas para servir sexualmente me força a transar quando não quero e mesmo vendo minha expressão de raiva e tristeza ele continua o ato pensando no prazer dele, ele não me leva a sério nem aos planos, me sinto completamente sozinha.
Creio que se eu for adotada por uma família e eu der continuidade ao meu tratamento psicológico e psiquiátrico eu ainda tenho chances de dar a volta por cima.

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Escrito por Anônimo

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