Estou duplamente arrependida e não sei o que fazer. Eu só quero desabafar e vou contar o que aconteceu.
Tenho 20 anos e meu namoro terminou há três meses. Estou naquela fase de carência e ainda muito triste porque gostava dele, mas o namoro não estava mesmo legal e foi melhor assim. Brigávamos demais e ele era muito ciumento.
Eu passei o último fim de semana na casa de praia dos pais de uma amiga. Estávamos em quatro. Minha amiga levou o namorado e o irmão. No sábado à noite, bateu uma bad daquelas e fiquei muito triste. Eles quiseram sair, mas eu não estava animada. Falei para irem sem mim porque não queria atrapalhar o programa deles. Tentaram me convencer, mas não dava mesmo. O irmão disse que se eu fosse, ele também não iria porque não queria ficar segurando vela para a irmã e o namorado. Depois de um clima meio estranho, resolvemos assim mesmo. Eles foram e o irmão ficou me fazendo companhia.
Eu sei que ele tem uma quedinha por mim, mas nunca tinha rolado nada. Principalmente porque eu estava namorando. Ele tem 21 anos e é um cara legal. Até onde sei, está sozinho também. Depois de uma meia hora, estávamos na sala vendo TV quando comecei a chorar do nada. Ele ficou sem saber o que fazer e tentou me consolar. Eu nem conseguia responder e só chorava. Ele me abraçou e ficou fazendo carinho no meu cabelo até eu parar. Vi que tinha molhado sua camisa com minhas lágrimas na altura do ombro e pedi desculpas. Ele disse que tava tudo bem e tirou a camisa falando que eu podia chorar à vontade porque era bom para aliviar a tristeza.
Eu vi que ele queria mesmo ajudar e estava preocupado comigo. Sem pensar muito, perguntei se podia ficar deitada no peito dele vendo TV. Ele disse que seria melhor fazermos isso deitados no tapete da sala porque o sofá era muito desconfortável. Era verdade. O sofá é pequeno.
Ficamos assim um bom tempo, com ele me fazendo carinho no cabelo de vez em quando. Aos poucos, meu corpo foi se sentindo desconfortável e tive que mudar de posição. Deitei de lado de costas para ele e pedi que me abraçasse. Ficamos de conchinha.
De repente, percebi que ela estava tendo uma ereção. Até agora não sei por que não fiz nada. Simplesmente deixei que continuasse encostado em mim. Apesar de estar com tesão, ele não fez nada também e nem falou coisa alguma. Eu que falei: ‘Bruno, você tá de pau duro”. Ele riu e disse que não deu para controlar. Pediu desculpas e se afastou, mas eu falei que não. Que era para ele continuar como estava. Ele me abraçou mais forte e me deu um beijinho no rosto.
Bem devagarzinho, ele começou a mexer os quadris. Eu não falava nada e eu só sentia o pau dele esfregando na minha bunda. Ele perguntou se podia tirar o short e a cueca. Eu não respondi. Meio rindo e meio sem graça, ele falou que iria entender o meu silêncio como um sim. Bruno ficou pelado e encostado em mim. Eu só aceitava tudo passivamente. Ele pegou minha mão e levou até o pau. Realmente estava muito duro e eu fiquei fazendo carinho. Bruno colocou a mão dentro da minha camisa e ficou acariciando meus seios. Depois de um tempo, desceu até meu short. Primeiro passando a mão na minha vagina por cima da roupa mesmo. Depois enfiou a mão e começou a me masturbar enquanto me beijava no ombro e no pescoço.
Passado um tempo, ele pediu que eu tirasse o short e a calcinha. De novo não respondi e ele falou: ”outro sim silencioso”. Ele mesmo foi tirando minha roupa até ficarmos completamente pelados. Ele quis vir por cima de mim, mas eu o puxei para ficarmos de novo de conchinha. Primeiro o pau dele só ficava esfregando na minha bunda. Em seguida, ele levantou minha perna e ameaçou me penetrar. Foi então que eu falei pela primeira vez dizendo que não queria transar. Ele respeitou e colocou o pau entre as minhas coxas esfregando na minha vagina. De vez em quando, eu colocava a mão no pau dele e fazia carinho forçando contra meu corpo.
Ficamos nos relando durante um bom tempo até que ele avisou que ia gozar. Passei a mão sobre ele, segurando-o pela bunda e forcei contra meu corpo. Ele gozou molhando minha barriga e minha coxa. Logo depois eu me virei e dei um beijo nele com muita vontade.
Bruno se levantou e perguntou por que eu tinha deixado que ele fizesse tudo aquilo. Eu respondi: “não sei”. Ele ficou confuso e fomos nos limpar. Depois que nos vestimos, eu falei que queria dormir e fui para o quarto. Bruno ficou com uma cara muito estranha sem entender nada. Se eu mesma não estava entendendo, imagina ele. Na cama, a crise de choro voltou sem eu saber o motivo. Finalmente adormeci e nem vi quando minha amiga e o namorado voltaram.
No dia seguinte, fomos os quatro à praia e a única coisa que o Bruno falou comigo sobre o ocorrido é que tinha gostado muito. Eu só dei um sorriso e soltei um idiota “eu também”. À noite voltamos para nossas casas e eu, outra vez, desabei a chorar antes de dormir.
Desse dia em diante eu não vi mais o Bruno. Parece que ele guardou segredo mesmo sem eu pedir, pois minha amiga não comentou nada comigo. Agora confesso que estou duplamente arrependida. Dois arrependimentos em sentidos opostos. Primeiro porque eu deveria ter deixado ele me penetrar sendo mais participativa e não quase uma múmia que só aceitou tudo. Eu não gozei enquanto estava com o Bruno, mesmo sentindo muito tesão na hora. Por outro lado, me arrependendo de ter feito o que fiz. Acho ele gosta de mim e, no momento, eu não sou a pessoa ideal para alguém se apaixonar. Estou muito frágil e com os sentimentos completamente confusos. Detestaria machucá-lo iniciando algo que não sei se quero.
Ai gente, não sei o que faço. E estou em pânico porque hoje ele me mandou um whats onde estava escrito “quero muito conversar contigo pessoalmente”. A idiota aqui só conseguiu responder “tudo bem”. Fiquei com tanto medo de ele continuar a conversa que desliguei o celular. Estou naquela situação de um diabinho soprando no meu ouvido para ficar com ele de novo, e do outro lado um anjinho me aconselhando a esperar essa fase depressiva passar. Que merda!

