Sou casado há vinte anos e há mais ou menos cinco anos minha esposa diminuiu muito o interesse dela por sexo. Ela sempre foi muito passiva, nunca toma a iniciativa, tudo depende de mim. No começo eu achava que era só uma fase, mas agora vejo que parece ser definitivo e com tendências a ficar pior. Quando transamos, fica até difícil manter a excitação, tamanha a falta de ação dela, praticamente não mostra emoção positiva nenhuma, pelo contrário, parece querer que eu acabe logo, pra se ver livre de mim. É quase uma humilhação, eu cheio de paixão, amor, carinho, um pouco de safadeza e ela imóvel, como se fosse uma boneca inflável. Tenho que ficar pedindo pra fazer isso, pra fazer aquilo… nem tenho mais o prazer de ver ela gozando, se pergunto ela diz que já gozou, mas é claro que está mentindo, quem é que tem um orgasmo e não demonstra nada? É muito frustrante ficar o dia inteiro excitado, esperando chegar em casa e ter uma noite de amor e sempre terminar contrariado. Tenho certeza que sou um bom marido, mantenho a casa, ajudo nas tarefas domésticas, ajudo de formas que eu vejo poucos fazerem. Sou tímido, mas sou atencioso com ela, demonstro interesse, mas ela não faz o mesmo por mim. O que mais me entristece é que ela foi até hoje a única mulher da minha vida e eu me entreguei de corpo e alma desde o começo do relacionamento. Ela, por sua vez, teve vários namorados antes de me conhecer, tendo inclusive vida sexual ativa com o último deles, que fazia gato e sapato dela. Eu aceitei isso, pensando que teria uma dedicação enorme dela, mas vejo que me enganei. Nos outros assuntos, pode ser boa esposa, mas pra sexo é horrível. Sexo é muito importante pra mim, eu me privei demais dele durante minha juventude, enquanto ela viveu a vida. Estou ficando muito chateado, furioso às vezes e isso já está começando a atrapalhar outras coisas na minha vida. Juro que já tive paciência demais e acho que ela nunca vai mudar. Nunca traí minha esposa, mas penso seriamente em fazer sexo com outra mulher, mesmo que seja garota de programa, pois não quero, daqui a uns 20 anos, chegar à conclusão de que não vivi.

