em

Calcinha na janela

lembrei de algo do passado.
Eu morava em um sobrado, ao lado morava uma senhora, tinha um amante bem mais jovem, negro. Do nosso banheiro enchergava a área de serviço deles.
Minha esposa, na época jovem de uns 30 e poucos, gostosa, chamava atenção.
Eu no banho olhava o cara fumando lá em baixo, ele olhava pra cima e sabia que tinha alguém no banho, só não via quem. Eu vendo ele, um dia extendi no vitrô, um calcinha da minha esposa, (loucura) o cara ficava doido, certamente pensa que era ela. Incrível eu tinha prazer em mostrar a peça de roupa.
Um dia minha esposa, comentou comigo, observando o vizinho na rua: — o homem da dona Pamira é um mal encarado, quando eu passo, fica se insinuando.
Dai, eu pude ver a consequência da minha leviandade. Achei melhor mudar de casa.

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Escrito por Anônimo

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