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Falsa dicotomia

E típica do pensamento depressivo a crença de que a pessoa só tem duas escolhas, das quais nenhuma e atraente,o que resulta no sentimento de estar encurralada e impotente. Por exemplo, uma mulher infeliz no casamento teve um caso com um homem também casado, e acreditava que tinha de escolher entre essas duas alternativas, não muito animadoras, de relacionamento. Não
lhe ocorreu que ela poderia ter numerosas alternativas – alem desses dois homens – bem mais satisfatórias (como buscar homens ou amigos mais adequados, passar algum tempo sozinha).
O segredo para uma resolução efetiva dos problemas e a exploração criativa de uma terceira,quarta, ou ate quinta alternativa. Em vez de ficarmos paralisados em uma posição – por exemplo: “Ou fazemos exatamente o que você quer ou fazemos exatamente o que quero” – ,podemos avaliar outras alternativas que satisfaçam as necessidades de ambos. Por exemplo, a gerente de uma empresa estava muito chateada por ter sido preterida em uma promoção. Ela disse que estava tão furiosa que queria entrar no escritório do chefe, chamá-lo de idiota e demitir-se imediatamente. Examinamos os custos e os benefícios desse curso de ação e depois exploramos seus objetivos de longo prazo na empresa. Ela prontamente identificou objetivos como maior responsabilidade, respeito e
recompensa financeira. Em primeiro lugar, identificamos sua falsa dicotomia: “Ou eu lhe digo umas verdades ou não passo de um capacho". Depois, criamos a alternativa: “Vou explicar a ele como posso ser útil no processo de crescimento da empresa”. Depois de ensaiar o plano de apresentação ao chefe dessa terceira alternativa – como ela poderia tornar-se útil, ela agendou uma reunião com ele, impressionou-o com sua perspicácia empresarial e sua habilidade diplomática, e conseguiu uma promoção para um cargo em outro departamento da empresa. Alguns anos se passaram desde essa experiência. Ela ainda trabalha na mesma companhia, recebe um bom salário e se sente segura
em sua posição. Ao deixar de lado uma falsa dicotomia – ou seja, criticar asperamente seu chefe ou se submeter passivamente – , ela foi capaz de criar uma melhor opção para si mesma.
Outros exemplos de falsas dicotomias incluem:
“Sou um vencedor ou um perdedor, um fracasso ou um grande sucesso, pobre ou rico.”
“Tenho de escolher entre esses dois empregos… amantes… lugares para morar.”
“Ou faço isso agora ou não farei jamais.”
“Preciso manter este emprego porque jamais conseguirei outro.”
“Ou fico com John ou com Bill – e não gosto de nenhum deles tanto assim.”

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Escrito por Anônimo

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uma promessa sem pensar

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