Pessoas que não se cumprimentam na rua. Fim de ano, corre-corre, programação acelerada e abarrotada então, primeiro cuidar das obrigações de ordem prática e deixar as afetivas para segundo plano. A cabeça está tão preocupada com o horário do banco, a fila do supermercado, o remédio urgente, o encanador para o conserto de emergência, o fornecedor, o último dia para a inscrição… e tanta coisa que esperamos que o outro nos cumprimente primeiro. Se não cumprimentar é porque não nos viu e às vezes nem vemos mesmo e na pressa, olhamos sem enxergar. Mais tarde, à noite, no sábado teremos tempo para fazer o jogo da loteca, ver um filme, namorar, churrascar, ir para a obrigação religiosa e telefonar aos amigos. Na reunião do boteco ou do condomínio pedimos desculpas aos conhecidos pela falta de sociabilidade e tudo fica resolvido.

