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Desabafo de uma menina normal

Estou aqui, sentada na minha beliche com meu computador no colo, copo de chá na mão. Quanto mais eu bebo mais eu sinto essa onda de tristeza que atravessa o meu corpo e queima e arde e dói e penica e arranha e irrita e me faz querer desistir de tudo.
Vale a pena viver essa vida?
Isso não é uma carta suicida e nem apologia a essa ação, não. Mas é um choro de alguém que segurou ódio por muito tempo e não quer mais segurar. O ódio por mim mesma.
Não tenho ódio de quem eu sou mentalmente (Gostos literários, interesses, etc.), mas sinto asco de como sou fisicamente. Não gosto dos meus olhos castanhos, dos meus cabelos loiros, das minhas pintas e sardas, da minha mancha que tenho na perna direita, dos meus ombros largos demais para uma menina, das minhas espinhas, das minhas cicatrizes, de nada. Eu não gosto de nada.
"Mas não é possível." Já me disseram "Você tem que gostar de alguma coisa"
Não tenho.
Não gosto.
Eu me odeio tanto.
Mas não quero morrer…
Então estou presa vivendo uma vida em que eu me odeio.
Se eu pudesse mudar o que eu sou, eu ficaria muito feliz. Mas… Não é tão simples assim.
Às vezes a vida é aspera com a gente mesmo, não há o que fazer a respeito.
Obrigada por lerem (Se lerem- O que eu realmente espero que não o façam).

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Escrito por Anônimo

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sobre a apollonia kvieczynski

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