Falar da vida não é fácil. Confessar coisas ou sentimentos não é tão simples quando não conseguimos concretiza-los nem para nós próprios. Talvez eu tenha procurado esse site apenas para jogar as palavras ao vento com um objetivo de calar um pouco a alma. Tudo tem que começar de um ponto de partida, mas não sei qual foi o inicial. Tenho um turbilhão de vozes na minha mente que grita incansavelmente comigo. As vozes que tendem a me colocar para baixo, e com um grito mais forte tento colaça para longe de mim. Tenho uma culpa inocente injaulada no peito. E por muitas tentativas tentei liberta-la. Mas falar não apenas não é simples. Minha querida autoestima não é grande das minhas aliadas, comecei apresentado um problema neurológico, depressão, síndrome do pânico, crises de ansiedades, não importa o nome para classificar, o importante é saber que isso é uma droga. E essa droga me consome a anos da minha vida. E momentos menores e em momentos maiores, como os de agora. Passei por muito coisa baseada apenas nos filmes que minha cabeça constrói; tive momentos que não me recordam mais, porém quando paro, não encontro eles, mas também não encontro os momentos de felicidade. Só me lembro dessas cicatrizes profundas, que me retornar a pensamentos críticos sempre. Porque não procurar ajuda? Eu já fiz isso. Pedir a conta dos anos de medicação controlada, aprendi a não ligar para comentários esdrúxulos que as pessoas tinham a respeito. Mas no fundo, na minha mente inquieta, isso infelizmente importa. Sei que não está certo, sei que sei disso. Mas como mudar? Já tomei medicação controlada, já passai por pscicologos, já abusei do álcool, me viciei em cigarro, já me isolei, já fiz da cama minha melhor amiga, já chorei, já procurei a espiritualidade, mas nada me tirou 100% desse caos eterno. A culpa de uma vida, talvez seria realmente um bom título para esse desabafo. Já me considerei de tudo um pouco, já pensei que era alcoólatra, depressiva incurável, já duvidei da minha sexualidade, até mesmo do meu próprio caráter, já tentei ser uma pessoa melhor. Mas continuou absolutamente pressa. As vezes minha cabeça me diz, que a culpa é meu alimento, que minha vida precisa dela para ter algum sentido. Já tive pensamentos drásticos, mas nunca coragem suficiente, não quero que isso acabe ou que eu acabe com isso. Só quero uma explicação uma solução, uma mente calma, sem cobranças, sem autocrítica, sem pensar que eu problema de todos os meus problemas seja eu mesma. Queria apenas poder me ajudar.

