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O fardo de ser eu

Eu acredito que todos têm uma prisão. A prisão é como um vício. Te livra da dor, mas você se sente obrigado a fazer o que quer que ela seja, várias e várias vezes.
Também acredito que minha prisão seja escrever. Eu TENHO que escrever. Mesmo sem saber exatamente o que devo escrever, sinto que isso é uma necessidade, algo de que não posso escapar. E, acima de tudo, isso alivia minha dor.
A dor de ser eu mesma. Olhar-se no espelho não é tão fácil como deveria ser. Por que eu tenho que ser como eu sou, afinal? E por que me sinto tão mal em minha própria pele? Isso é errado! Eu sei que deveria me amar, mas estar em minha carne é um fardo tão massacrante que, às vezes, sinto que não aguento. Mas preciso aguentar.
Sou apenas uma adolescente. Enquanto você ler isso – se é que há alguma alma lendo essas minhas palavras- mais uma espinha terá aparecido em meu rosto e eu terei feito mais um para casa e comido mais um chocolate. E eu sinto que é errado, anormal, estranho ter pensamentos tão deploráveis em minha idade: Qual é a necessidade de se odiar? Isso não vai trazer nada de bom para minha vida.
Falam que vai passar: "Você ainda é muito jovem, não sabe nada da vida". Admito que não sei. Mas não vou negar que essa dor que eu sinto não deveria ser sentida por ninguém.
Mas é só o peso do mundo que cai sobre minhas costas e rasga minhas emoções.
E, como todos dizem, vai passar, apesar de essa tortura parecer infinita.

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Escrito por Anônimo

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