Me chamo Isabella, tenho 14 anos. Estou na minha 3ª tentativa de suicídio. Eu queria que de alguma forma alguém soubesse, e também desabafar. Não tenho ninguém. Alguns dos eventos que me levaram a isso.
Eu sofro bullying desde os 8 anos. Na minha antiga escola CCI, aconteceu todo tipo de coisa. Tinha a minha turma inteira contra mim, escola e quem trabalhava lá. Pelo fato de que estudei em uma escola " cristã " e por eventos da minha vida dos 8 até os 13 fui Ateia. Tinha perdido muitas coisas na minha vida. Uma prima, meu único melhor amigo, minha dignidade, minha inocência e minha vontade de viver. O que ocorreu nessa escola, no 4º ano E, quando declarei isso, todos ficaram contra mim. Apelidos como: demônio, suja, bruxa, macumbeira, idiota, otaria, odiosa, louca, anti-cristo, vagabunda entre outros muitos. Eu também sempre fui mais alta e mais isolada, usando isso contra mim. Pegavam o dinheiro do meu lanche, me batiam muito. Lembro perfeitamente do nome de cada um: Leticia ganier, Milena, Ana beatriz, Laura, Miguel, Thiago, Gabrielle, Geovana, Carolina e outros pessoas das outras turmas. Após muita humilhação e sem vontade de ir para escola conto a minha mãe tudo que aconteceu. Ela vai à escola e dizem que vão tomar providências. Nada ocorre. O diretor Cleyton, dono da escola, junto com as sócias, Maria, Rosa e Isabel (ex. Professora do 3º ano que também me desprezava e falava para as filhas Dela não se envolverem com imundos), falaram para eu ficar calada e quem sofreria as consequência seria eu. Um tempo depois, umas meninas da minha sala (Geovana, Milena e Ana) me seguiram até o banheiro e me bateram me chamando de " sua ridícula podre " , " Feia imunda", " demônio ", " por que não morre? ", " te odiamos! ". Eu consigo sair de acabo batendo em uma delas. Volto para sala e peço ajuda para a professora, ela puxa a minha orelha e diz " não revide contra minhas alunas garota ". Meus pais vão à escola, ficam com raiva de mim. Vão para a reunião dos pais, choram muito falando o que eu estava passado. Então tudo piora mais, me chamaram junto com os outros alunos, Isabel e Maria, todos os que " faziam brincadeiras de criança " e falam – " Aqui é uma escola cristã, se adeque, a culpa é sua. ". Eu volto chorando. Tempos depois com a mesma rotina de bullying, indo ao banheiro, entra um garoto do terceiro ano, que tenta me abusar, me olhava fazendo minhas necessidades e me tocava nas coxas, eu vou embora, com medo, e aviso a Rosa, ela diz – " cala a boca ". Em uma tentativa desesperada, falo uma mentira com verdades, para me explisarem da escola, eu digo " um garoto me bateu, me muda para manhã " à escola chama meus pais, olham nas câmeras, e não vem o incidente no dia que eu disse. E não acontece nada. O mais irônico é que, eles só resolveram olhar as câmeras depois de uma queixa, eu poderia ter dito aquilo, mas dizendo que acontecei antes não agora. Perdi a credibilidade.
5º ano, meus pais me mudam de escola, por eu estar sofrendo, vou para o ALUB, onde sofro bullying novamente, mas por ser alta e ter óculos no rosto, e por sempre estar sozinha. Feito o bullying e Cyberbullying por: Brenda Louise, Laura, Nathalia e Ana Luísa. A sala não se importava comigo, mas sim com elas. Mesma coisa no CCI, a diferença era que agora eu tinha Facebook, então havia também agressões na internet. Eu tinha virado representante, fui deposta e humilhada por isso. Com o que tinha acontecido no CCI nem me dei o trabalho de pedir ajuda, estava pessimista. Meus pais pedem ajuda a Diretora Carol que resolve mais ou menos o problema. Porém que no final do 6º ano. No sexto ano, tudo se repetindo como ano passado e retrasado, estava triste e isolada. Acabei fazendo amigas. Eduarda, Ana Karolina, Thayná e Rafaela. Mas não durou muito, acabei sendo traída e difamada por elas, pois Brenda era popular, tinha dinheiro, todos queriam ela, esta pediu a minhas " amigas " a fazerem isso. E com complemento, tinha um garoto repetente atras de mim que tentava ficar comigo e eu não queria, que acabou falado para todo mundo que eu era " puta ". No final do ano, eu acabo conseguido provas para poder mostrar as pessoas que não havia mentira no que eu contava. E consigo. Entre 5º a 7º ano, minha mãe tem problemas com minha avó, nos morávamos com ela, o que não era muito saudável, muitas brigas, onde minha mãe se frustrava e batia muito em mim, brigas desnecessárias, com xingamentos do tipo vindo Dela: " sua psicopata " , " monstro " , " demônio ", " egoista cruel ", " quer me matar? ". Isso diariamente, todos os dias. Em uma dessas vezes era extrapolou. 7º ano, o bullying diminuiu, porém sem nenhum amigo, e com a sala toda do ano passado na minha. Eleições para representante que tento, porém sou rejeitada, intervalos só, com zombarias. Então no meio disso tudo, eu acabo perdendo meu dinheiro, e minha mãe me chama de: " mentirosa ", " ladra ", " desgraça ", por ter perdido o dinheiro e me bate muito. Nesse tempo eu tinha voltado a falar com minha avó, ela vê meu estado, e me leva para o conselho tutelar. Mas em vez de me ajudar, me piorou. Quando fomos. Somente elas entrou, dizendo tudo o que queria para prejudicar minha mãe. Eu acabo ficando um tempo com ela e voltando a ficar com minha mãe. A escola já sabia de tudo que estava acontecendo. Quando volto a ficar com meus pais, tudo muda, fica diferente, e minha relação com minha mãe pior, mas sem agressão. Do 7º ano ao 8º ano tudo que acontecia, ou falava, ou fazia, qualquer coisa jogava na minha cara e me chamava de " psicopata ", minha vida tava e tá ruim, nesse ano roubam meu celular, fico só, e também inventam uma mentira que beijei uma garota no banheiro. Foi horrível. Nesse ano recebo uma declaração de amor de uma garota, Eduarda, sim a mesma de cima, que faz tudo ficar mais infernal. Esse ano, perdi um amigo, ele se suicidou por muitos motivos e semelhantes ao meu. Esse ano minha relação continua ruim com minha mãe. Eu e meu pai nos damos muito bem, mas está cheio de dívidas, com depressão e sem tempo, não quero perturbar, e só trago despeça, além de minha mãe falar muitas coisas de mim para ele, que nem sempre são verdade e todas exagerandas ou distorcidas. Eu estou sem ninguém na minha sala de aula, sendo ignorada e principalmente marginalizada pela minha sala de aula. Tenho um namorado, mas ele está com problemas e nossa relação não está tão boa. Meu irmão, o Luiz, está viajando e tem problemas, de todos os tipos, e não tem tempo para o mundo e nem para mim. Eu tenho muitos arrependimentos é culpa. O que mais sinto é vontade de me matar. E me sinto desnecessária. Um ser repugnante. Na primeira vez tentei cortando os pulsos, a segunda tomando remédios e agora estou querendo me jogar de um prédio ou tentar cortar os pulsos novamente. Quero que alguém saiba da minha história. Eu choro todas as noites. Obrigada pela atenção.

