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COM UM ESTRANHO – 99

O ESTRANHO 99 – Acordei tarde da noite, confuso e receoso, ouvindo gemidos que vinham da cama dos meus pais. Achei que um deles passava mal, mas como a luz não acendia, nem um socorria o outro pensei: só podiam ser ruídos de prazer. E aí me lembrei do que os cachorros fazem com as cadelas antes de ficarem engatados com jeito de cansados com a língua prá fora e pensei: como é que um pinto tão grande e grosso como o de papai poderia entrar em minha mãezinha?
Confesso que me senti muito mal, talvez por ainda achar que mamãe era como um anjo. Até hoje não sei o por que. Então nessas ocasiões, e isso acontecia todos os dias, eu tapava os ouvidos enfiando a cabeça no travesseiro. O problema era que para saber se já haviam terminado com aquela tortura eu precisava constantemente, destapar os ouvidos. De qualquer modo nem precisava, porque o ruído do antigo colchão de molas continuava a ranger no ritmo dos gemidos: nhic…nhic…nhic..Nesses momentos eles trocavam algumas poucas palavras curtas que, de tão baixinho, só dava prá ouvir a entonação das perguntas e respostas. – Assim!… assim!…meu amor!
Hoje calculo que o tal “sofrimento” não passasse de uns cinco minutos. Mas da segunda vez em diante, embora eu sempre muito me esforçasse, não dormir antes deles. E da segunda vez em diante passei a ouvir como aquilo começava. No princípio era o silêncio total. De repente, quando eu já achava que aquilo não mais aconteceria, o ruído do colchão denunciava os movimentos de alguém se esforçando por se levantar e, pela pouca luz vinda lá debaixo, da rua, que passava pela veneziana e pintava o teto com linhas paralelas, dava prá ver que um deles se sentava em cima do outro. Aí, quando era mamãe que subia, ao descer pela primeira vez ela fazia um: uuuuiiii!!!!!! Pelo nariz e os movimentos começavam;
E tudo sempre terminava com papai dizendo algo como aaaiii!!! Aaaaiii!! Ficavam parados por uns trinta segundos, e quem estivesse por cima descia e se deixava cair ao lado do outro. No dia seguinte era infalível: haviam duas toalhinhas, uma verde e outra rosa, molhadas com algo que me era estranho, e que cheirava mal como água sanitária.
A segunda coisa de que me lembro foi a vez que papai não dormiu em casa (coisa rara de acontecer) e aí dormi seguro de que nada iria acontecer, mas lá pelas tantas da noite acordei com vozes falando muito baixinho e pensei. Ah! Papai deve ter chegado. Aconteceu que ao mesmo tempo senti um perfume como que de loção após barba e, como papai nunca a usava porque dizia que era coisa de efeminado, estava claro que não podia ser ele.
Quem sabe papai não havia mudado de ideia! Só que as conversas foram muitas. Ouvi coisas estranhas como o ruído de alguém chupando algo e uma vez ou outra deixando-o escapar da boca, e fui me convencendo, cada vez mais, de que na cama de papai e mamãe havia um estranho. O que mais me deixou aflito foi que ambos pudessem estar pelados e agarrados um no outro. Afinal de contas não havia problema em que minha mamãe-anjo fizesse o que bem entendesse com papai. Mas com um estranho?
Prá piorar as coisas, ouvi o estranho fazer aquilo mais de duas vezes. E quando a luz do dia começou a clarear o quarto, pude ver que mamãe ainda lhe chupou o pinto até fazê-lo gozar mais uma vez. Aí pensei – Mamãe! Aquela boquinha de anjo com a qual me beijava antes de eu adormecer! Que raiva.
O mais curioso é que, pela manhã, lá estavam, no cesto de roupas sujas, aquelas conhecidas toalhinhas ensopadas com o líquido estranho que eu, naquele tempo, nunca havia visto. O cheiro era o mesmo, senão pior. Não havia preocupação, da parte de mamãe, com que meu pai pudesse encontra-las. O que não seria difícil dado que o cheiro de água sanitária se espalharam pelo banheiro.
Logo que chegou papai foi direto ao assunto: Ele pagou direitinho? – Mamãe balançou a cabeça dizendo que sim, e aí vieram as perguntas mais indiscretas – Você gostou? – Mamãe apenas balançou os ombros talvez para mostrar que aquilo não tivera maior importância, e papai insistiu – Você gozou? – Sim! Disse ela certa de que essa resposta era muito importante, como de fato foi, porque se trancaram no quarto e fizeram amor de modo tão escandaloso que confirmava a suspeita de que sabiam que eu os assistia todas as noites.
Mamãe, a minha mãezinha saiu do quarto com os olhos fixos no chão, sem raciocinar que eu também a vira “meter” (como se dizia naquela época) com o estranho, certamente envergonhada por ser aquela a primeira que isso lhe acontecera.
JOÃO DAS NEVES

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Escrito por Anônimo

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Me responda ,esta minha esposa e puta ou ela me ama muito?

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