Durante toda minha vida fui desprezada. Pela mãe biológica que não quis me criar, pela mãe adotiva que sempre deixou claro que eu era A ADOTIVA, da família dela que me chamava de A Criada… Procurei compensar sendo uma boa filha, boa aluna, boa funcionária, mas isso só fez com que as pessoas usassem o que lhes aprouvesse e me ignorassem depois. Fui a última da turma a beijar, a perder a virgindade. A única que não casou e não tem filhos. A que os caras saem uma vez mas não querem compromisso. A cada dia me sinto mais vazia e disposta a dar um fim. Me sinto muito só. A solidão dói. Confesso que quero morrer…

