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GOSTOGOSTO

Filhos?!

O que vcs consideram essencial atualmente para saber se devem ou não aderir à maternidade?

É o seguinte, tenho 30 anos, sou servidora pública do judiciário, estou terminando minha faculdade de direito, tenho interesse em prestar outro concurso, apenas para aumentar meu salário (hoje ganho 5 salários mínimos, quero ganhar pelo menos o dobro disso ao ter meu diploma), estou em um relacionamento a 10 anos, ele tem 39 anos, concursado tbm, não tem um salário alto, mas é mais organizado financeiramente que eu, mesmo eu ganhando mais… kkkkkk  nos damos super bem, temos um relacionamento gostoso e tranquilo, nestes 10 anos conquistamos muitas coisas juntos, temos nosso carro, moto, apartamento (foi para empregar dinheiro, financiamos uma parte e hoje ele está alugado), estamos na fase final de uma casa que construímos como sempre desejamos.. enfim, um relacionamento bom, ele não bebe, não gosta de sair com amigos, caseiro, muito família., meio que o oposto de mim.. kkkkkk

Desde que eu tinha 15 anos, sempre afirmei que filho acaba com a vida da mulher, emocional, profissional, financeira, psicológica, sempre achei q a mulher com filhos enfrenta muitas dificuldades  no cotidiano, pois, no final das contas, o filho é sempre da mãe.

Meu “noivorido” sempre sonhou com o dia que seria pai, ama crianças, ele trabalha com crianças e se sente realizado, eu, tenho apenas um sobrinho com 05 anos, nunca troquei uma fralda, fiz uma mamadeira, agora que ele está maiorzinho até que nos aproximamos mais, mas sempre fui a tia que dá presente, mas não era presente, hoje sinto mais vontade de estar perto dele, hoje brinco, corro, levo para nadar, mas ele sempre gostou mais do meu noivorido do que de mim e eu o entendo, criança quer quem quer ela.

Sempre fui sincera com ele, que não queria filhos e sempre dei milhões de motivos, desde financeiro, meu amor por liberdade, amar meu tempo livre, querer crescer profissionalmente, poder dormir em paz, crianças parecem estar nascendo mal educadas, criança precisa de tempo, de atenção e assim por diante, dei a opção dele terminar o relacionamento e ir realizar o sonho dele, ele respondeu que era um sonho realmente, mas que era um sonho que queria comigo, mas que ele iria respeitar a minha decisão e que seriamos apenas nós dois. Confesso que achei fofo (sim, egoísmo meu) e assim seguimos até hoje, mas tem algo em mim, que está me incomodando, me pego pensando que pode ser difícil, mas que as vezes não será o inferno que imagino, me pego pesquisando coisas que eu nunca me interessei, sobre bebes, criação, psicologia infantil, gravidez, parto, alimentação infantil, fui a nossa casa em construção e vi um bebê engatinhando, assim do nada… nem comentei com ele tais “eventos” para não gerar falsas esperanças.

Estou com medo de ter e me arrepender, que vida eu daria a esta criança, se eu me sentisse frustrada? Arrependida? Não seria justo com ela… ter uma mãe que olha para ela e pensa “o que eu fiz da minha vida?” Mas e se eu espero e qdo me der conta estou com 40 e ele com 50, já passou, não caberia mais uma criança na minha vida.

Será que um psicólogo me ajudaria?

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Escrito por luluzinha1805

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3 Comentários

  1. Acho que vc está coberta de rasão,filho traz todas essas mazelas que vc disse .
    Mas mas o risco de vc passar por isso tudo , feliz e amando cada dia mais , o filhote e imenso .
    Até agora vc somente enumerou tudo o que seu olhos podem ver , pois tudo isso que citou é fácil ver nos outros pais .
    Mas o sentimento deles pelos filhos vc não pode ver pois não se vê se sente .
    Mas também existe o risco de uma mulher como vc ser uma boa “mantedoura “porém uma péssima mãe.

  2. Se não se sente confiante com a possibilidade da maternidade, melhor deixar como está.
    A situação é bem subjetiva… há quem nasceu para ser mãe presente, e vice versa.
    Ontem voltava do trabalho e no instante que passava em determinada rua, uma mulher abria a porta de casa e era recebida pelo filho pequeno que a olhou fixamente e deu-lhe um abraço confortante…
    Com certeza, esse gesto simples e espontâneo afasta qualquer dúvida de que para aquela mulher, a maternidade vale muito.

Caso de psicólogo?

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