Eu sempre fui meio tímido, só tinha namorado uma vez antes de entrar na faculdade e nunca fui um grande pegador.
Quando eu comecei na faculdade de engenharia, tinha pouquíssimas mulheres. Uma colega da minha sala, no entanto, era um sonho de mulher. Ela se chama Rafaella, loirinha, com uma raba deliciosa e o sorriso mais lindo do mundo.
Porque ela era linda, vários caras se aproximaram dela, inclusive veteranos, e eu, tímido e sem ter muito a oferecer, me aproximei também, só que do meu jeito. É claro que ela nem ligou muito para mim, mas pelo menos viramos colegas mais próximos.
Nessas idas e vindas, nas festas, sempre juntavam vários caras em torno dela, e eu ficava chupando o dedo enquanto ela ficava com um e outro. Não tinha nada que eu pudesse fazer. Pra piorar, as festas eram 80% homem e nem havia muita chance de eu me consolar com outra. O consolo era só no banheiro mesmo, fantasiando com a Rafaella.
Numa festinha que rolou em outubro passado no entanto, surpresa. Não tinha muita gente e eu fiquei conversando bastante com ela. Papo vai, papo vem, cerveja atrás de cerveja, acabou rolando um clima e ficamos. Lá pelas tantas, ela me convidou para ir para um lugar reservado e nós fomos.
Aí, realizei meu sonho. Eu tava bem bêbado, ela mais ainda, e ela era super fogosa. Fizemos de tudo. Até o cuzinho dela eu comi, e ele era maravilhoso, apertadinho. Pena qu que eu tava bem bebaço e lembro parcialmente do que aconteceu, mas foi o melhor dia da minha vida.
Depois disso, eu tentei chegar nela no dia seguinte, mas infelizmente ela deixou claro que foi só aquela noite e ela não queria namorar. Uma pena, mas do jeito que ela é, baladeira e que gosta de pegar vários, era de se esperar. Pelo menos eu me conformei de que, dada a situação, ao menos eu realizei meu sonho, da forma que era possível.
Estava tudo certo até que no começo desse ano fizeram trote solidário lá na faculdade e eu aproveitei para participar e doar sangue também.
Só que me ligaram uns dias depois do hemocentro e falaram para eu comparecer ao local. Eu estranhei, pois já tinha doado no ano anterior e não tinham falado nada. Quando cheguei, me levaram numa salinha e um médico que me atendeu disse que encontraram vírus HIV no sangue que eu doei. Eles perguntaram se eu sabia, eu disse que não, então me falaram pra fazer o teste novamente, e deu positivo.
Depois de uns dias arrasado, eu fiquei tentando entender como foi possível e não havia outra explicação a não ser que eu peguei da Rafaella, pois foi a única mulher que eu comi desde a última vez que doei sangue antes. Eu não lembro direito, mas devo ter esquecido da camisinha no dia, pois estava bebaço e deslumbrado com a mulher dos meus sonhos.
Enfim, virou um pesadelo e agora vou ter que tomar remédio pro resto da vida. Ainda não criei coragem de falar com ela sobre o assunto, mas preciso falar uma hora, porque ela dá pra vários e deve estar contaminando outros caras.
Devia ter seguido o conselho do meu pai, que é “se beber, não trepe”. Mas agora é tarde, e o sonho de uma noite só virou pesadelo para a vida inteira. Ainda bem que pelo menos os remédios hoje em dia dão um prognóstico decente pra quem tem HIV…



Caramba… fala com ela o qto antes….
Primeira coisa que tinha de ter feito era falar com ela ou outro poderá se fuder. Ah e deixe claro que foi ela que passou pra vc.
Que história.
Pelo visto a moça não sabe que está contaminada e que está contaminando outros homens.
Pena que aconteceu contigo…
Como disse, o lado bom é que hoje em dia a AIDS tem controle com o coquetel de remédios, bem diferente da década de 1980 onde o diagnóstico era praticamente uma sentença de morte.