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AMOAMO

Tudo Por Amor (miniconto-homenagem ao Carlos/Carlinha com FOTO)

  • Após ler o desabafo do confrade Carlos ou Carlinha (leia aquie o comentário de @carlosaugusto (aqui) imaginei este miniconto, aproveitando essa foto que havia visto recentemente:

“Humm…”, resmungou o produtor, olhando-nos de cima a baixo.
“Nada mal. Mas… sei lá… Não tenho certeza se esse lance entre irmãs vai animar as pessoas ou deixá-las enojadas.”

Irmãs? Ele entendeu tudo errado. Nanda era minha noiva, não a minha irmã.
Sim, é verdade que nós nos parecíamos muito agora, mas isso era só porque Nanda gostava. E admito que eu também.
Afinal, sempre pensei que ela era a mulher mais bonita do mundo, então por que eu não iria querer imitá-la?

Pois é, eu fiz isso. Foi preciso muito estrogênio e algumas cirurgias, mas eu consegui ficar parecido com ela. O fato de o produtor pensar que éramos irmãs provava mais uma vez que eu havia conseguido o que queria.

Claro, eu não pretendia ser uma garota. Eu sempre fui um homem hétero. Macho. Mas Nanda era lésbica convicta e eu estava apaixonado por Nanda, então isso me obrigou a tomar essa decisão.

E deu certo. No momento em que terminei minha transição, ela começou a me lançar olhares de interesse… começou a me ver como mais do que apenas o vizinho do lado. Confesso que fiquei um pouco surpreso ao descobrir que ela era somente ativa e dominante. Então, para o relacionamento dar certo, eu precisava me adaptar e me submeter, sendo o passivinho dela.

Foi o que fiz. Eu também tinha me tornado a noivinha perfeita e submissa, sempre disposta a dar prazer para ela. 

Mas agora ela queria tentar fazer algo diferente. Uma de suas amigas era uma dançarina em uma boate e  estava começando uma carreira no pornô. E Nanda colocou na cabeça que poderíamos fazer a mesma coisa. Dizia que seria divertido fazermos pornô juntas, como um casal. E eu nunca iria recusar nada que Nanda quisesse. Mesmo pq era impossível negar suas vontades.

“Acho que pode ser excitante e o público vai gostar”, disse Nanda. “Você quer uma demonstração?”

Então, ela virou-se para mim e disse:
“Amorzinho, vai até o camarim, pega a cinta-caralha da bolsa e traz ela aqui. Vamos mostrar ao Sr. Kid Jiromba aqui por que ele deve nos contratar, ok?”

“OK!” Respondi, alegre apesar da minha apreensão. Mas mesmo enquanto eu corria de volta para a outra sala, eu sabia que não importava o que fosse acontecer. Desde que eu pudesse ficar com Nanda, faria o que ela quisesse. Sempre!

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