Bem, amigos, a quem interessar possa, segue a situação em que me encontro em relação à minha paixão por “Débora”!
Ainda não fiz o pernoite que pretendo fazer, mas no último sábado eu reservei três horas com ela e aproveitei para sondar algumas coisas.
Levei duas garrafas de vinho: um Moscatel e um tinto Pinot Noir. A ideia era ela beber o espumante e eu o tinto. Mas me distraí e quando vi já havíamos secado a garrafa do espumante! Então passamos para o Pinot Noir e, para minha surpresa, ela não conhecia. Essa variedade de uvas não é ácida e mesmo o vinho Seco parece um Demi Sec. Ela gostou! Ponto para mim. Bem, entre uma taça e outra consegui descobrir algumas coisas à respeito dela:
1) Diferentemente do que eu pensava, a(s) filha(s) não mora(m) com os avós, mas sim com ela! Sim, ela tem duas filhas, uma de 22 anos e outra de 15 anos. A mais velha está cursando medicina(!) e perto de se formar;
Só por essa informação já dá para fazer um monte de inferências, não acham?
Primeiro, acho que ela é uma mãe que faz qualquer coisa para criar BEM suas filhas. Ela me falou sobre o ex-marido dela. Era um “mala” que dependia mais dela do que ela dele. Mas ela ficava preocupada de se separar e terminar vendo as filhas passar fome. Porém, com o passar do tempo ,ela se convenceu que o cara não “chegava junto” o suficiente. Ele também começou a beber e ficava meio violento… Foi a gota d’água, e ela pediu o divórcio.
Segundo, que apesar de ser uma atividade “barra pesada”, fazer programa tem sido compensador e uma alternativa melhor ao que deve estar se apresentando para ela.
2) Ela tem um pequeno negócio! Sim, ela tem um pequeno negócio de venda de confecções numa feira popular. O negócio ia indo razoavelmente bem até a pandemia ferrar com ela e (quase) todo mundo.
Finda a pandemia, ela voltou a abrir sua banca na feira popular mas os negócios não voltaram a ser como antes. Segundo ela, foi quando ela começou a fazer programa…
E até agora ela não conseguiu se livrar dessa atividade “alternativa”. A gente até imagina por quê, né?
Fazendo programa, e se ela atender apenas dois clientes por dia, ela faz aí uns R$ 2.500,00 por semana! Isso sem considerar as “caixinhas” que clientes “bonzinhos” como eu dão para ela. Quem nesse Brasil lascado de hoje está ganhando R$ 10.000,00 por mês, a não ser que tenha formação superior e a sorte de trabalhar em algum setor que remunere bem?
3) Ela parece estar muito tranquila com a vida que organizou!
De um jeito bom ou não (não quero fazer julgamentos pela profissão que ela adotou), ela está criando e muito bem as duas filhas, SOZINHA! Eu diria até que ela está pouco disposta a mudar essa “configuração” na vida dela, apesar de ter aparecido um cara romântico como eu se oferecendo para ela, rs. Eu sei que ela já sacou qual é a minha.
Ela não é burra! É óbvio que ela percebeu que não a procuro como “mero cliente”. A forma como eu a trato certamente é muito diferente dos outros clientes. Qual cliente que paga a uma “puta” e depois fica cheio de gracinhas, tratando como se fosse uma paquera, todo cheio de cuidados, agindo como se pedisse permissão para fazer isso ou aquilo com ela?
Teve um momento em que eu deixei claro que estava interessado na REAL PESSOA QUE ELA É. E foi aqui que levei um balde de água fria na cabeça!
Desde o primeiro dia que estive com ela e fiz o PIX, apareceu um nome. Eu acreditava que aquele nome era o nome verdadeiro dela. Ensaiei uma forma de dizer a ela que eu estava interessado naquela pessoa cujo nome apareceu no PIX, e não na “marca” que ela criou para essa atividade. Mas, quando perguntei se aquele era o nome dela ela disse que não. Ela me disse que aquele era o nome da filha mais velha dela, e que criou aquela conta durante o processo do divórcio, para movimentar o dinheiro dela sem que o marido pudesse tirar algum dinheiro dela judicialmente. Mas disse que era ela quem administrava a conta.
Ao saber disso vi que meu discurso ensaiado havia ido para o espaço. Então improvisei. Disse a ela que eu não estava interessado na “marca” que ela criou, mas sim na pessoa que ela era e perguntei se podia saber o nome verdadeiro dela. Ela me disse seu nome verdadeiro, mas enfatizou que prefere ser chamada de “Débora” mesmo…
Isso me deu uma esfriada nos ânimos. Mas recapitulando todas as mensagens que trocamos e a forma como ela me respondeu animada e empolgada à minha mensagem de final de ano e subsequentes, eu não me dei por vencido ainda!
Acho que eu fui muito rápido. Avancei demais, sendo um pouco invasivo, talvez. E ela pode ter se sentindo “ameaçada” em sua zona de conforto.
Por essas e outras que decidi que não é a hora ainda de fazer um pernoite com ela, porque isso teria que ser feito com a “Débora”, e não é isso que eu quero. Quero que ela deseje passar uma noite comigo, mas não por causa do “cachê”.
Já marquei com ela amanhã mais três horas da vida da “Débora”. Vai ser no final do expediente. Disse que ela ficasse arrumada para me acompanhar num “lanche”. Mas ela não sabe a surpresa que tenho para ela. Ao invés de ir em alguma lanchonete perto de onde ela mora vou levar ela num restaurante italianíssimo que conheço (o dono e cheff é de fato italiano). Pretendo “gastar” as três horas com ela nesse ambiente chique, numa “zona neutra”, e depois que terminarmos o jantar vou deixar ela de volta em seu local de trabalho, pagar o “cachê”, e ir embora sem fazer sexo com ela. Vamos ver qual será a reação dela…
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Oi Arthur 🙂
Sigo acompanhando, como se fosse uma novela. Presumo que o programa dela custe 250 reais/hora ou um pouco menos (caso ela trabalhe 6 dias/semana).
De fato, é uma boa grana, se a gente considerar que são raros os programas que duram 60min. A maioria acaba com 30-40min.
Um trampo que paga 10k/mês exigindo, no máximo, 50h de dedicação mensal (a foda, os preparativos pré-foda e mais a divulgação) e ainda com a possibilidade de sentir algum prazer, é sim, um excelente emprego. Mais ainda se ela se encontra em uma cidade de médio-porte, onde o custo de vida é mais baixo.
Tá e pq estou focando no dinheiro e na condição como ela leva a vida? Pq acho importante vc refletir se vai ter cacife para bancar essa vida caso concretizem uma união. Ou vc vai aceitar e conviver com essa situação, tonando-se corno de puta. E se outro igual à vc tb se apaixonar por ela? Vai rolar um leilão entre os dois ou onde come um, comem dois?
Como vc vai lidar com isso no futuro? Como e para quem irá apresentar sua nova companheira? Essas questões sociais são irrelevantes para vc?