Eu tinha acabado de fazer uma cirurgia nos olhos e ainda enxergava tudo meio embaçado. Por isso, minha irmã decidiu passar a semana no meu apartamento para me dar uma força. Ela sabia que eu estava todo empolgado com a natação e, tentando me incentivar, marcou para mim uma sessão de depilação, para melhorar meu desempenho na piscina. Fiquei meio sem graça de recusar e acabei aceitando.
Eu estava saindo do banho quando o Uber que minha irmã havia chamado começou a buzinar. Ela foi explicar a situação para ele, enquanto eu trocava de roupa. Como minha visão não estava das melhores, peguei às pressas umas roupas que minha irmã tinha deixado espalhadas no sofá. Não havia percebido que, no meio delas, não havia nenhuma cueca, apenas uma calcinha preta. Quando a vesti, senti aquele tecido macio e apertado e pensei: “Deve ser aquela sunga velha que eu odeio”. Sem tempo para vestir outra peça, coloquei uma camiseta e uma bermuda e fui em direção ao carro. Eu nem imaginava que, por baixo dessas roupas, eu vestia uma calcinha preta, cavada, com lacinho, babadinhos e rendinhas nas laterais.
Ao chegar na clínica, uma mulher por volta dos 40 anos me recebeu: “Oi querido, espere naquela sala. Eu e minha assistente já vamos te atender“. Logo em seguida elas entraram, trazendo consigo os materiais necessários para a depilação. Antes de começar o procedimento, a assistente forneceu pequenas instruções “Como seu cabelo é comprido, é melhor usar essa buchinha para prende-lo.” Fiz conforme ela sugeriu, e depois ela continuou “Vamos iniciar a depilação, por favor, fique apenas de cueca e deite-se na maca“. Timidamente, tirei minha camiseta. As depiladoras começaram a analisar o meu corpo: “Ele é magro e tem poucos pelos, então vamos deixar a parte de cima para depois. Será rapidinho“.
E então, comecei a tirar bermuda. Mesmo com a visão turva, pude ver que as mulheres se atentaram aos detalhes da roupa íntima que eu estava vestindo. À medida que a calcinha ia se revelando, as mulheres cochichavam e davam risadinhas. As bordinhas picotadas, o lacinho e as rendinhas da calcinha puderam ser contempladas em toda sua plenitude quando terminei de remover a bermuda. As mulheres ficaram em silêncio por alguns segundos, até que a mais velha tomou a iniciativa, e com as mãos nos meus ombros falou “Dê uma giradinha, querido, para vermos seu corpo”. Então, concluiu num tom sarcástico para a assistente: “É.. ele veste como uma luva…” Por fim, ela disse num tom profissional “Vamos começar pelas pernas“. Então, a assistente falou para mim, com um riso meio contido “Quando terminarmos e sua pele estiver lisinha, você vai parecer uma boneca!“. A depiladora mais velha a repreendeu, mas mesmo assim a assistente continuou falando “Que foi? Ele não deve se importar, né? Além do mais, acho que tenho uma calcinha parecida com essa, só que de outra cor.”
Perguntei “Calcinha?! Isso não é uma sunga?!“. As mulheres riram da minha explicação: “Como assim você não percebeu que era uma calcinha? Qualquer homem perceberia!. A assistente passou o dedo pelas rendinhas e babadinhos da calcinha e riu alto enquanto apontava para o lacinho. Ainda disse, ” Essa peça deveria ser apertada né, desconfortável…?” Então a assistente, olhando um pouco mais para baixo, como se procurasse algo que deveria estar ali, concluiu “Deve ser mais fácil para alguns homens, aqueles que são menos avantajados“. As mulheres pareciam não acreditar na minha explicação para tudo isso. Afinal, quem acreditaria que foi por engano? Pois lá estava eu, cabelo comprido, magrinho e de calcinha fazendo depilação.
Então a assistente disse “Não precisa ter vergonha, seu corpo e rosto são bem femininos. A calcinha também ficou ótima em você. Aliás que tamanho você usa? Me impressiona que quase não há volume aí embaixo… Posso ver a etiqueta rapidinho?” Consenti com a cabeça, de forma resignada. Então, a assistente, segurando e dobrando um pouco o cós da calcinha, leu a etiqueta “Ah, a calcinha que ele está usando é tamanho P. O modelo que eu tenho é M. Acho que ele comprou aquela que vem acompanhada de sutiã, um conjuntinho sabe?” A mais velha respondeu “Hoje em dia eu prefiro as calcinhas mais práticas, essa aí já me parece muito ousada.”
Quando elas começaram a depilar as minhas coxas, a mais velha falou “Nós realizamos depilação íntima apenas para mulheres, mas se quiser, podemos fazer uma exceção para você.., já que você não parece ser do tipo que dá trabalho. É só marcar um dia” A assistente não parava de reparar no meu pequeno volume, e disse “quem diria que não ser bem dotado poderia ser vantajoso, né?” e perguntou “Você também consegue usar os modelos fio-dental?“.
Chegando em casa ainda precisei me explicar para minha irmã, mas isso é história para outro dia.


Acredito em vc já aconteceu comigo peguei no escuro uma calcinha da minha irmã e vesti,senti que era uma calcinha porque ela entrou toda no bumbum era fio dental,quando eu ia tirar ouvi minha mãe chegando fiquei com medo dela ver e coloquei a calça e fiquei de calcinha por baixo fui para a escola assim mesmo mas felizmente ninguém percebeu, hoje uso calcinha sempre que dar rsss.
É o autor do desabafo chegando em casa rsrs