Quem sou eu? É uma pergunta simples, e, ao mesmo tempo, complicada. Eu sou aquilo que os outros veem, mas não somente isso. As coisas que residem em mim ultrapassam o limite de qualquer outra mente – inclusive a minha -, e sobre essas coisas, não sei bem o que dizer. Posso tentar falar o meu nome, mas é só mais um simbolismo sem sentido, um rótulo insignificante. A verdade é que eu poderia passar horas tentando me descrever e ainda assim não chegaria à metade do que eu realmente sou. E o que eu sou? Não sei. E quando digo isso, as pessoas fazem uma expressão de perplexidade. “Como assim, você não sabe o que é?”. “Bom, meus amigos, eu posso ser o que vocês veem, o que eu penso que sou e o que eu realmente sou, mas não sei explicar. E o que eu deveria ser?”. A pura verdade é que eu não sei quem eu finjo que sou, nem que eu verdadeiramente sou, o quem eu deveria ser.

