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O que o desespero faz…

Eu confesso que num período da minha vida, momento no qual me encontrei numa situação deprimente, de muita miséria financeira e infelicidade no amor, eu me entreguei ao uso das drogas e entreguei minha vida ao desespero, agindo impulsivamente, tomando atitudes desmedidas, desapegando-me de tudo aquilo a que anteriormente eu havia me apegado.
Num momento de desespero, isso há 3 anos, depois de já estar há um ano e meio dentro desse mundo caótico e opressivo, eu tentei o suicídio, rasgando os meus pulsos com um cutelo. Infelizmente, ou felizmente, ainda não descobri, me encontraram a tempo e eu não morri. Fui levado ao hospital, cuidaram de mim, minha família ficou chocada e estarrecida, jamais pensaram que eu pudesse fazer aquilo comigo e com eles mesmos.
Hoje eles aceitaram, mas eu sinto que sempre têm medo de que eu tente me matar de novo, então ficam me cercanda de cuidados excepcionais, qual eu fosse criança incapaz. Não sei se gosto disso, às vezes penso que sim, pois gosto de todo o carinho, mas, ao mesmo tempo, não me agrada, porque eu poderia ter, se eu realmente quisesse, todo esse carinho sem precisar recorrer a algo que afetaria a vida de todos – a minha, principalmente, haja vista que ela nem sequer existiria mais.
Obrigado por lerem minha confissão, me sinto melhor por poder compartilhar isso com vocês. Peço que não riam, não façam brincadeiras – elas são ofensivas, principalmente porque nada do que eu passei foi brincadeira e nada do que eu fiz foi com o intuito de chamar a atenção gratuitamente.

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Escrito por Anônimo

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