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Prostituição que devolveu minha dignidade

Eu confesso que houve uma mudança significativa na minha vida esses dias atrás. Já confessei antes aqui que tenho 24 anos e não sei o que acontece, mas eu nunca curti muito sair, não sou fácil de fazer amizades e nunca tive muita coragem de chegar em mulher e na minha adolescência sofria o que hoje chamam de “bullying”, mas que na minha época era apenas uma coisa normal, que até mesmo os professores davam risada das agressões (verbais ou físicas) que eu sofria.

Por isso, na adolescência fiquei preso no computador, só com amigos virtuais. Veio a faculdade e eu até fui em algumas festas. Sempre voltei zerado, não conseguia chegar nas meninas. Fui uma vez numa festa de formatura e na hora do baile tentei chegar em duas e tomei dois não categóricos. Depois disso chutei o balde e resolvi ficar na minha.

Decidi que eu deveria deixar de ser um looser de 24 anos que nunca ficou e transou. E resolvi ir pra balada sozinho, encarar boate que tem famas onde rola muita pegação, só para perder o BV. Tomei não de novo.

Em meio a tudo isso, fiquei na dúvida se o problema sou eu e os outros, e cheguei a achar que eu pudesse ser gay. Como nunca recebi um carinho, amizade de uma mulher, acabei meio que tendo algumas confusões sobre sentimentos com homens.

Resolvi então apelar. Se não vai por “bem”, vai “por mal”. E aí então resolvi procurar uma prostituta de luxo, dessas de 20 a 30 no máximo, com corpo bem cuidado e que em geral possuem uma “segunda vida”, com um emprego “oficial”, faculdade ou algo assim.

A moça não era assim um espetáculo, mas de muito mais nível que prostituta de boteco. Peguei o primeiro horário do dia. Então relatei a minha inexperiência e fizemos o programa e foi muito bom em todos os sentidos. Me senti homem e como a prostituta era de luxo, estudada e etc. deu até para rolar altos papos, como se fosse mesmo uma namorada. Me pareceu mesmo um encontro como deve ser um encontro de namorados.

Não me pareceu nem um pouco com um programa, exceto por alguns dos serviços prestados, que normalmente algumas mulheres não fariam.

O fato é que isso me tirou um peso das costas. Agora não preciso mais ficar com vergonha de mim mesmo quando o assunto na roda de amigos é sobre sexo, mulher e afins. Nem mentir quando alguém perguntar se eu já namorei (eu digo que não, que foram só alguns rolos e etc).

Enfim, acho que sou hetero mesmo e mesmo tendo que ter apelado ao último dos recursos valeu a pena.

PS: o programa durou mais de 2 horas, entre conversa e outras coisas, por isso encaro mesmo que foi literalmente uma acompanhante e não propriamente uma puta. Muito pelo contrário, a moça era muito mais decente que muita adolescentezinha de 14 ou 15 anos como se vê na porta dos colégios.

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Escrito por Anônimo

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