Eu confesso que amei muito um cara que conheci há 14 anos atrás, o nome dele é Carlos Eduardo. Estudavamos juntos no ensino médio em Curitiba / Pr. Durante os anos de 1998 a 2004 fomos amigos, aliás acreditei que eramos. Nessa época ele se dizia apaixonado por mim. Mais, eu sempre tive receio, não entencia por que era apaixonado por mim. Ele ficava com outras mulheres, amigas minhas e inclusive namorou uma prima minha, alegou que fez isso para fazer ciúmes para mim. No ano de 2000 tentamos namorar, ele me pediu em namoro com uma aliança, o relacionamento não durou muito por que eu na época acabara de completar 18 anos e não queria deixar de curtir nada, conhecia vários carinhas diferentes e queria curtir experiências novas, principalmente relacionadas a sexo. Ele me sufocava, nosso beijo não era gostoso, ele mal me tocava, logo o namoro acabou. Mais continuamos amigos. Em 2004, estavamos num barzinho, bebemos muito e como conversavamos sobre tudo, logo rolou um assunto picante e sentimos atraídos um pelo outro e decidimos passar a noite juntos. Não tinhamos carro na época e os moteizinhos do centro lotados. Acabamos indo embora, cada um pro seu lado. Isso aconteceu em meados de Agosto de 2004, me envolvia com um cara do meu trabalho, me apaixonei, mais durou pouco. Em outubro do mesmo ano, descobri que estava grávida desse cara do trabalho. Ele não aceitou a notícia, rejeitou a possibilidade de eu estar grávida de um filho dele. Alegou que eu saia com outros caras no mesmo período. Arrasada e me sentindo sozinha, busquei esconder a gravidez enquanto pensava em outras possibilidades, como um aborto. Nesse período não procurei o Carlos Eduardo com medo de magoá-lo, já que acreditava que ele era apaixonado por mim, embora, confiasse totalmente nele, me sentia segura com ele. Minha mãe acabou descobrindo, depois meu irmão e em seguida contei ao meu pai que me deu todo o suporte. No natal de 2004 não contei ao Carlos Eduardo que estava grávida, pelo mesmo motivo que não o havia procurado. Nisso ele encontrou uma menina por quem se apaixonou e foi curtir um romance. Em março de 2005, ele conversando com uma amiga nossa, descobriu que eu estava grávida. Me procurou e eu contei, me criticou, me julgou e nunca mais conversamos. Tive minha filha, linda, maravilhosa a alegria da minha vida. Até 2009 não havia me relacionado sério com nenhum homem, conheci um cara chamado Richard, num período em que estava em extrema carência afetiva. Sempre me achei bonita, embora tenha passado por uma gestação, meu corpo é sem barriga, sem estrias e sem celulite, não me visto mal, sou comunicativa, me acho inteligente, não sou intelectualizada, mais não sou alienada. Enfim, esse Richard no começo me tratava muito bem e demonstrava um certo interesse em minha vida como mãe e da minha filha. Logo ele passou a me destratar e dizer que não gostava da minha família, isso incluia minha filha e o modo como eu a educava. Como se não bastasse isso, ele dizia que eu não tinha atitude, que eu era totalmente dependente de meus pais e por conta disso alegava que não sentia tesão em mim, muitas vezes eu ía dormir com ele e ele se virava e dormia, como se eu não estivesse ali, numa relação de 3 meses. Na verdade, hoje eu entendo dessa forma: o Richard, havia se separado em abril de 2009 e se encantado por mim, trabalhavamos juntos, me admirava no trabalho e no boteco. Como a relação dele estava desgastada, quis curtir e de repente encontrar alguém que lhe completasse, achou que seria eu. Logo percebeu que eu era diferente da colega de trabalho ou da parceira de boteco e na cama ainda não tinhamos tanta intimidade, não sei explicar mais ele não me estimulava muito na cama, então eu acreditava que se o que tinhamos estava bom para ele eu posso me acostumar, afinal uma relação não é perfeita, né? No mês de junho, descobri que ele estava se reaproximando da ex mulher, questionei e ele me mandou embora, alegando que há menos de 2 meses de namoro eu já o cobrava imagina depois, me ofendeu e etc. Como morava longe e estava magoada, fui embora. No dia seguinte ele não me ligou, então resolvi ligar, não me atendeu. Era semana do dia dos namorados, mais tarde recebi uma msg em meu celular, dele, chamando outra menina para sair, uma menina que trabalhou conosco. Fiquei arrasada, liguei para ele imediatamente e ele não me atendeu. Mandei uma msg questionando o que aquilo significava, ele respondeu, mandando eu me tocar, que ele não era mais afim de mim e que estava começando a ter ódio de mim, respondi brigando e então ele me respondeu: “Eu te odeio”. Nunca alguém havia dito que me odiava, aquilo acabou comigo. Enfim, passou. Resolvi seguir minha vida e não me envolver com mais ninguém. Prestei vestibular, passei e no primeiro dia de aula me deparo com uma visão magnífica, o nome dele é Marcelo, moreno alto, bonito e sensual, talvez seja a solução dos meus problemas? Mal sabia eu o que viria, um cara extrovertido, estiloso, cheiroso, engraçado e carente de afeto feminino. Sou muito timida, então não conversava com ele, só observava como ele tratava as meninas a sua volta, todas estilosas também e eu pensava: “Esse cara nunca vai olhar pra mim, nunca vai me pegar como ele pega essas meninas.” No semestre seguinte, estava eu ficando com o Marcelo, perdidamente apaixonada, foi o primeiro cara que eu desejei loucamente, eu sonhava com ele, eu me masturbava pensando nele. Tinha e tenho um tesão louco por ele. Um cara diferente de todos que já tinha ficado, safado ao extremo, preocupado em realizar todas as fantasias das mulheres para satisfazer seu próprio ego… Mais, era apaixonada por ele, doente, louca por esse homem. E por um longo tempo ele me satisfez, era meu amigo acima de tudo. Mais jamais passaria disso, amizade. Muito colorida, mais uma pura amizade. Precisava de mais, como mulher eu precisava de um companheiro, um namorado, um homem que me assumisse e não precisasse de mais amigas. Foi então que em outubro de 2011, estava saindo atrasada de casa e percebo um carro me seguindo, de repente escudo chamar meu nome, gelei, pois conhecia aquela voz, era o homem por quem passei sete anos da minha vida acreditando ter magoado muito, acreditando que ele nunca mais me procurou por pura magoa. Era o Carlos Eduardo, o homem que de alguma forma idealizei como sendo meu salvador, o cara que me faria feliz e me permitiria fazê-lo muito feliz. Ele me ofereceu carona e me levou até o trabalho, no caminho fomos conversando sobre nossas vidas, eis que descubro que ele estava casado e muito feliz, inclusive sua mulher tinha uma filha um ano mais velha que a minha e que ele assumiu essa menina como pai. Marcamos de sair, ir ao cinema e trocar umas idéias como faziamos antigamente. Fiquei encantada com seu amadurecimento, feliz por tê-lo revisto e principalmente por termos contato denovo. Após este encontro, ele me convidou para uma festa de confraternização da empresa, haveria um show do Capital Inicial e tanto eu quanto ele curtimos, disse que sua mulher não iria por que ela viajava para fazer compras em São Paulo e neste final de semana ela estava fora. Fui ao show, como amiga inicialmente, estando lá, após algumas cervejas, dançamos e acabamos nos beijando, muito. Eu o desejava muito, eu o amava demais, sofri muito por ele ter me deixado. Eu me sentia segura com ele, amada e principalmente eu acreditava que ele aceitaria meu amor e não zombaria dele, acreditava que aquele homem eu poderia amar sem medo. Nesse dia tive minha primeira decepção com o Carlos Eduardo, após beijos e amassos ele me diz que precisa me deixar rápido em casa, pois, irá apanhar sua esposa vindo na excursão, me senti usada, fiquei chateada com a situação, mais entendi, afinal o cara que eu amava estava casado. Depois desse dia, ele me mandava msg e e-mails me convidando para enfim desfrutar de todo o tesão que um sentia pelo outro. Não aceitei, pois, ele estava casado e eu seria tecnicamente um caso do homem que eu amava??? Não. Eu queria ter esse homem inteiro, não pela metade, queria desfrutar cada minuto, cada pedaço dele, queria ele pra mim. E também eu estava ainda me relacionando com o Marcelo que saciava todos meus desejos. Como não aceitei, ele nunca mais me procurou, trocamos alguns e-mails depois, mais nada comprometedor. Minha relação com o Marcelo estava me deprimindo, eu estava com meu problemas no trabalho, minha promoção não era o que eu esperava, último período da faculdade e tendo que fazer o trabalho de conclusão. Enfim, estava um caos minha vida. De repente sou demitida e em casa recebo um e-mail do Carlos Eduardo pedindo meus telefones por que ele havia deletado e precisava muito falar comigo. Passei. Me ligou e marcamos de sair, novamente fomos jantar, depois cinema… ele me contou que havia se separado denovo, era a 5a vez e segundo ele desta vez era definitivo. Não acreditei, mais ouvi. Depois do cinema no estacionamento do shopping ele me agarrou e nos beijamos. Ficamos um tempo nos amassando no carro e pedi para irmos embora dali. Ele foi em direção a minha casa, em frente de casa ele me agarrou e disse que não me largaria mais e que naquela noite eu seria dele. Fomos para um motel, no caminho fui o acariciando até que entramos no quarto e eu pude sentir o homem que eu tanto desejava. Transamos a noite inteira e riamos de porque não haviamos feito aquilo antes. Ele me questionava como seria ele ter ficado comigo e eu respondia que tinha que ser como aconteceu. Passamos a nos falar e nos ver com mais frequência. Tinha receio por que estavamos indo rápido demais, eu apaixonada, mais ele precisando suprir uma necessidade sua que não estava tendo no casamento, ou seja, sabia que ele não estava apaixonado. Mais, como sou romantica… sempre dizia que eu não era, mais sou, incurável romantica. Contei ao Marcelo que estava namorando um cara que já havia namorado no passado e tal… enfim, contei tudo, ele ficou chateado no começo mais levou numa boa, afinal, continuaríamos saindo normalmente. O Carlos Eduardo se demonstrou um cara apaixonado, me mandando flores, msg de hora em hora, declarações de amor, presentes… inclusive chorava quando dizia que me amava e que sempre me amou, que eu era um sonho que estava se realizando. Em um dos e-mails que me mandou, registrou que não parava de pensar em mim um só instante, que o amor que sentia por mim estava em suas veias e que pra ajudar nesse sentimento eu era uma delícia na cama. Permiti me entregar completamente, mesmo sabendo que a qualquer momento ele iria voltar com a esposa. Eu acreditava em tudo o que me dizia, confiava muito e ainda o tinha como meu velho amigo. Sempre dizia para ele que uma separação possui picos de 6 meses, que ele voltaria com ela, que um dos dois iriam ceder. Ele ria e dizia que iria provar que eu estava errada. Além disso, eu dizia que possuia uma maldição, na qual nenhum homem fica comigo que sempre acontece algo que a relação acaba em 3 meses. Ele ria também e dizia que não tinha medo que iria encarar qualquer coisa, porque o que ele mais queria era ficar comigo, que ele sempre quis era ficar comigo. Agora me digam, tem coisa melhor? O cara que eu idealizei, reaparecer sete anos depois, apaixonado e disposta a ter uma vida comigo? Isso era um sonho, não acreditava que eu seria finalmente feliz e que estava fazendo um homem feliz. Era tudo o que eu queria, o resto… ah, o resto a gente vê depois. Durante o tempo que ficamos juntos eu desconfiava de várias coisas envolvendo sua mulher, eventualmente ele dormia em casa, o carro ficava com ela… enfim, minha mãe cobrava o divorcio e eu engolia o que ele me dizia para não estragar a relação. Em Agosto deste ano, 2012, véspera do dia dos pais, ele me diz que não me viria neste final de semana por que passaria o final de semana com sua enteada, em comemoração ao dia dos pais, lembro que passei a semana toda perguntando que fariam e dando sugestões. Ele apenas me dizia que iriam ao shopping. Foi quando descobri que na sexta-feira ela não havia ido trabalhar, que estava preparando o final de semana que passaria com a mulher e a enteada, surtei nesse dia. Terminei com ele por msg. Falei absurdos a ele. Sei que por fim ele respondeu dizendo que respeitava minha decisão. Mais, mesmo assim passou o final de semana me passando msg pedindo para eu reconsiderar. Lembrando que eu só desconfiava que eles estariam juntos neste final de semana. Isso foi doloroso pra mim, por que sou mãe solteira, dias dos pais é complicado pra mim. Enfim, na segunda feira ele veio até minha casa para conversarmos, chorou muito dizendo que as minhas palavras foram cruéis e que eu tinha sido muito fria, que eu havia jogado o que ele sentia por mim no lixo. Que eu não tinha noção do amor que ele sentia por mim, disse que me amava desesperadamente, que era completamente louco e apaixonado por mim. Eu chorei me sentindo uma louca por que havia surtado, pedi perdão e nos abraçamos e nos beijamos e ficamos falando como uma amava o outro. No dia seguinte combinamos de nos ver para podermos nos amar com mais calma e matar a saudade. Na madrugada de terça-feira ele me manda uma msg dizendo que havia acabado de sonhar comigo e havia sido muito gostoso e me amava muito. Li a msg e não respondi, achei esquisita. Ás 08 hrs me mandou uma msg de Bom dia, como fazia todos os dias e perguntou se eu havia recebido essa msg de madrugada. Respondi que recebi. Por volta dás 12 hrs me mandou outra msg dizendo que não via a hora de me ver. Por volta dás 13 hrs me ligou avisando que passaria ainda mais cedo em minha casa. Ás 16 hrs recebo a ligação do seu pai dizendo que ele havia sofrido um acidente, mais que ele estava machucado, mais consciente. Entrei em desespero total, corri para o hospital… chegando lá, quem me recebe na recepção é sua mulher. Me contou tudo o que aconteceu e que ele estava em cirurgia, achei uma situação bastante constrangedora e resolvi aguardar em minha casa por notícias, apanhei o telefone dela para ligar mais tarde. Mais tarde liguei, ela conversou comigo e comentou que sabia de mim, que eles já haviam conversado muito sobre a minha relação com o Carlos Eduardo, e disse ainda que iria levá-lo para a casa dela onde poderia cuidar melhor dele e que eu seria bem vinda em sua casa para ajudar a cuidar do Carlos Eduardo. Achei preciptado essa conversa, mais enfim, ouvi em respeito. No dia seguinte, fui visitá-lo e tive a entrada barrada por que a sua esposa já havia estado lá, e não autorizou a entrada de ninguém. Mais tarde ele me ligou para contar o que aconteceu, ele bateu a moto e quebrou o femur esquerdo e os dois pulsos. Precisava de cuidados 24 hrs, nesse dia sua mulher me ligou dizendo que a visita era limitada e que a avó do Carlos Eduardo iria visitá-lo, se que quisesse vê-lo que fosse no dia seguinte. Concordei em respeito. Mais tarde ele me liga cobrando minha visita. Contei o que havia acontecido e estranhei ele não ter dito que me amava, também não disse. Estranhei toda a situação. Descobri que ele seria transferido de hospital e no dia seguinte fui ao hospital, acreditando ser sua namorada. Ah, esqueci de contar o Carlos Eduardo havia me pedido em namoro um mês antes do acidente, estava usando aliança. Fui visitá-lo no hospital, eis que me gelo quando vejo sua cara de espanto ao me ver entrar no quarto, de cara ele me pergunta se sua mulher havia me avisado que ele estava ali, eu respondi que não que o seu pai havia me dito. Quando ela me viu questionou o motivo e como eu sabia que ele estava ali. Senti um soco no estomago, me senti a pior das criaturas a mais idiota pelo menos. Ela foi embora e eu fiquei bancando de enfermeira do doente. O questionei sobre toda a situação dela estar cuidando dele, dela pedir demissão do emprego para cuidar dele e etc. Lembro que ainda perguntei se ela sabia que era a ex-mulher… rsrsrsrs quando lembro disso dou muita risada por eu sou uma comediante. Ele disse que não teve escolha que ela tomou a frente de tudo por que provavelmente ela queira voltar com ele. Acreditei. Estranhei que todas as visitas de familiares que ele recebeu, a ninguém ele me apresentou. Fui embora e voltei cedo no dia seguinte, pois ele faria uma cirurgia no femur. A mulher dele pediu para eu ir cedo. Eu fui. Após a cirurgia, ele no quarto olhou para ela e disse: “Correu tudo bem, Amor!”… Aí, ficou tudo claro. A chamei para conversar, foi então que ela me contou tudo. Conversamos por cerca de 2 horas. Eles estavam saindo e no sábado ele pediu para repensarem a relação e na segunda-feira eles haviam dormido juntos, ela o deixou em casa às 03:15 hrs e descobriu que ele me mandou uma msg às 03:19 hrs, dizendo que havia sonhado comigo. O chão se abriu aos meus pés. Não conseguia acreditar que o homem que eu amava me enganou daquele jeito, me fez de otária, de idiota e que eles iriam levar essa farsa até ele se recuperar, pois, precisava de cuidados, pois, não conseguia limpar a própria bunda. Voltei ao quarto e disse que havia conversado com sua mulher e que ela havia me contado tudo, ele ficou calmo e disse confirmou tudo. Disse que conversaram mais que haviam chego na conclusão de que juntos eles não dão certo. Fiquei muito triste, pois, em nenhum momento ele havia pensado em mim, em meus sentimentos. A msg ele havia mandado por que ficou com a consciência pesada. Disse que sempre teve um sentimento muito forte pela mulher e que gostaria que nós dois pudessemos ter dado certo. Em nenhum momento ele me pediu desculpas, em nenhum momento ele agradeceu eu ter cuidado dele, em nenhum momento ele demonstrou arrependimento. Muito pelo contrário, parecia satisfeito por ter reconquistado seu casamento e que sua mulher iria cuidar dele. Perguntei a ela em que ela era melhor que eu… ele me disse que na cama ela era menos preguiçosa, que o pegava diferente. Disse que eu gozava muito e era gostoso, mais ela ía mais por cima e abusava mais dele. Eu não acreditei, disse a ele que também não era a perfeição pra mim, mais se era isso por que não me disse, afinal eramos amigos acima de tudo não eramos? Silêncio total. Não era, nunca foi meu amigo. Então lhe disse que eu tinha um tesão doentio pelo Marcelo e que ele me procurava todos os dias e que o Carlos Eduardo sabia disso, mais nem por isso eu fui dar pro Marcelo. Tá bom, dava, sempre dei, adoro dar pra ele, adoro como ele me trata na cama e como nossas transas são. Com o Carlos Eduardo era gostoso, ele metia gostoso, mais era sem falar sacanagens, lembro que ele me chamou a atenção uma vez que disse que transavamos. Ele não gostava desse termo. Enfim, gosto de putaria, gosto que me deixem falar muita besteira e deem risada ou falem também, com ele não tinha isso. Talvez por isso na cama eu deixava a desejar. Mais se ele me amasse ou fosse apaixonado como se dizia, teria conversado comigo a respeito. O problema foi que eu me ceguei, eu via somente o homem que eu idealizei, cultivava um sentimento puro e único, eu o amei por anos, eu fiz uma coisa que havia me proibido fazer quando minha relação com o Richard terminou: Não criar expectativas sobre outras pessoas. E foi exatamente o que eu fiz. Não calculei, apenas me entreguei e desejei amar. Desejei ser amada, nunca fui amada, não sei o que é ser amada por um homem. Nunca fui tratada como namorada ou mulher. Sempre fui a amiga, aquela com quem pode-se fazer tudo e tudo ela suporta, aquela que não tem direito de expor seus sentimentos porque a ela nada foi prometido. E caso tenha promessas são vazias, sem base ou fundamento. São doces e tristes ilusões. Para concluir, fui visitá-lo no dia de sua alta médica, ele estava bem e cheio de chamegos para sua mulher a qual por várias vezes chamou de amor em minha presença, mesmo assim forcei ouvir dele que não me queria mais e assim ele fez. Disse que assim como ele nunca gostou de mim, eu também nunca gostei dele. Na saída perguntei aos dois como estavam e com olhares felizes disseram: “Vamos tentar denovo, vamos corrigir os erros e fazer dar certo.” Desejei felicidades aos dois e me retirei. Agora relatando essa confissão de que amei esse homem, me sinto mais aliviada. Precisava expor tudo o que aconteceu, o que sinto, para seguir adiante como sempre fiz. Dói ouvir do homem que você ama, que ele não te ama, que ele mentiu sem precisar mentir, pois daria pra ele do mesmo jeito e talvez seria ainda mais gostoso por que não teria nenhuma pressão. Não perderíamos tempo discutindo mentiras e omissões. Ás vezes me pergunto como teria sido se não tivesse ocorrido o acidente. Ele continuaria me enganando ou pediria uma tempo??? Não sei. Nunca vamos saber.

