Eu confesso que desisti de entender o que eu sinto. Certas vezes me paira uma densa nuvem de incertezas sobre os meus sentimentos. Sinceramente, eu tenho medo, talvez, ou insegurança de me relacionar com as pessoas, sobretudo com garotas. Tipo…não sei como reagir. Fico uma eternidade pensando como aquela que supostamente estaria olhando pra mim, pensa à meu respeito, então fico inseguro, atrapalhado e começo a me esconder. Essa atitude tende a me esquivar dos outros. Eu que me sinto excessivamente carente, vejo que preciso de ter logo uma parceira a quem dividir e compartilhar o que sinto e o que eu passo, porém essa muralha se levanta diante de mim e me impede de seguir em frente. Geralmente recorro à internet, já que graças a uma exposição bem menor da minha pessoa, consigo uma certa ‘iniciativa’ para estabelecer relações, mas chega um momento que simplesmente não sei como continuar.
E com tudo isso, chego a um ponto importante das experiências que já tive. Por pelo menos uns 4 ou 5 anos, eu me senti perdidamente atraído por essa garota. Ela é a soma de tudo o que venho procurado na internet à respeito de uma garota ideal pra mim (sim, infelizmente sou exigente e criterioso quanto a isso, ao ponto de me prejudicar). Na verdade, não a conheci na internet, mas na escola, de pele e osso, só que meu maior contato com ela foi, claro, que na rede. Enfim…apenas ficamos na amizade, e mesmo eu acompanhando desesperadamente o transcurso de sua vida amorosa, torcendo para que ela terminasse com qualquer relação que houvesse de ter, eu nunca tive a menor iniciativa de falar o que sinto para ela. Muitas vezes eu tentei me convencer de que o quê vale é a felicidade dela, comigo ou não, mas claro que não seria comigo. Mas de qualquer forma, suprimindo a parte em que eu me autoflagelava e sofria por esse relacionamento platônico, cheguei a esse último mês que se passou. Eu simplesmente me isolei dela. Eu sei que ela não tem culpa, mas sem avisar, cortei totalmente o contato com ela a fim de eu não me machucar mais. Atitude um tanto covarde, mas eu diria necessária para eu continuar em frente. Então com ela ‘bloqueada’ da minha mente (talvez não do coração) eu prossigo nessa saga de encontrar aquele ‘anjo’ idealizado por mim. Sei que não encontrarei, mas não custa me iludir, afinal na internet o que mais tem é gente fingindo ser o que não é…talvez eu consiga encontrar alguém que finja da maneira que me agrade.

