Estou cansado da minha existencia. Veja, vivemos em um mundo em que trabalhar longas horas sem fim, engordar, ficar longe dos amigos e da familia em nome do dever é considerado uma virtude, uma forma de sermos proativos e nos dedicarmos. Quando nós ficamos cansados, nos medicam com anti-depressivos, anti-ansioliticos, e todos os outros remedios importantes para pressão alta, diabetes, que assolam a saúde dos proletáros. Estamos em um mundo que não existe mais amizades, e sim um networking. Se vc discorda da cultura de sua empresa ou outro local de trabalho, vc é um marginal preguiçoso que tem mais é que trabalhar. Até agora, em mais de 5000 anos de existencia a humanidade debate sobre a própria sexualidade sem chegar a lugar nenhum.
Na real, somos uma expécie de aloprados, um erro, uma espécie que dificilmente promove o bem ou o equilibrio para natureza, para si mesma e para os outros. Enquanto os proletários tentam anos e anos provar o “seu valor”, conceito que no fundo nunca existiu, uns poucos asquerosos que se sentam no cargo de chefia acusa a todos de falta de proatividade, fomentando milhares de livros de auto ajuda promovendo uma produtividade para um capital que nunca foi do trabalhador.
O meu cansaço é enorme, porque se extende desde o mundo afetivo, a mim mesmo, ao mundo do trabalho. Tem coisa mais imbecil que o futebol por exemplo? Milhares de pessoas torcendo em cima de uma vitória que não tem nada a ver com suas vidas ou esforços pessoais, mas mesmo assim se sentem parte da tribo! Mais imbecil é quando votamos, em candidatos que não tem nada a ver com nossos reais interesses.
Enfim, após anos trabalhando praticamente de graça e tendo minha vida sugada por escolas, universidades etc, espero sinceramente que o mundo acabe em dezembro, senão, vou esperar um cancer me comer vivo, tranquilo de que fiz o melhor para gerenciar a merda da minha vida, e eu sei que o restante da humanidade fez também o seu melhor nessa criação falida que é nossa espécie.
Haja saco para viver! Parabéns a todos nós por não termos ainda nos aniquilado ou entrado em falencia total apesar dos nossos vigoros esforços para a destruição.

