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confissão pessoal

Hoje eu sou de maior, tenho responsabilidade e sei me cuidar, nunca me meti a beber ou com drogas, não tenho inimigo algum e sempre fui uma pessoa tranquila, compreensiva, calma. Um pedaço dessa minha tristeza começa quando eu tive minha segunda namorada e estou com ela até hoje. Vivo com meus pais. Implicaram comigo primeiramente porque eu comecei a namorar uma menina (inteligente, carinhosa, estuda comigo, nunca brigamos, e sempre tratamos bem um ao outro, faz o mesmo curso que eu, é de ótima família, me dou super bem com os pais dela), aí implicaram por ela não ser da nossa religião, mesmo assim eu continuei com ela, era uma besteira total. Daí não falavam mais direito comigo, nem perguntavam como eu me sentia, só queriam que eu acabasse com aquilo pra satisfazer “a vontade de Deus”, então ficavam várias pessoas dizendo que eu ia morrer, que eu era um rebelde, mal, um filho horrível, que era irreconhecível, só por causa disso, me senti totalmente pra baixo e desrespeitado. Meu pai tirou celular meu, ameaçava parar de pagar a faculdade e me dar a mesada. Engraçado é que trataram-na bem e à sua família antes de saber a religião deles. E sim, são referentes ao cristianismo as crenças. Então num dia de muita pressão (e já vinha comentando com minha namorada tudo isso e ela não entendia o por quê, ficava bastante triste notavelmente) em que meu pai, minha mãe, minha irmã e outras pessoas pediam pra que eu terminasse, aí eu fiz. Totalmente contra a minha vontade e sem nenhum argumento; eu chorei MUITO e ela também, a gente se dava tão bem… como podia terminar assim? Só que pensava em afastar ela daquilo tudo, daquela confusão, mas eu fui idiota e percebi isso mais tarde àquela noite. Então tentei conversar com ela, só que ela relutou uns 2 meses ainda pra voltarmos, tive de reconquistá-la, mostrar que era forte pra enfrentar tudo aquilo, lutar por ela, pois era injusto demais pra ser verdade. Nesses 2 meses, vivia chorando, indo pra os lugares que a gente ia, meus pais não faziam nada pra me ajudar, só olhavam deprimidos. Então disse a eles que havia voltado. O olhar de desprezo voltou, e realmente me ameaçavam cada vez mais, judiando de mim como se fosse um criminoso e ela também. Quando eu queria sair com ela, com amigos ficavam falando besteira e quando eu chegava em casa também, por horas dando bronca. Mas cada vez mais me acertei com minha namorada, tanto que hoje estamos muito bem e fazemos muitos planos. Aí passei a nem ligar mais, um dia desses, viajei com ela pra uma praia, eles disseram que não concordavam, mas eu fui. Antes, deixei uma carta explicando tudo, no que acreditava, na ideia religiosa de que seguia porque estava naquilo desde pequeno e não por mim mesmo, explicava como conheci a namorada e como me sentia com aquilo tudo… simplesmente jogaram a carta no lixo, que tinha umas 5 folhas por sinal, e ignoraram o que pensava. Daí fiquei com eles no natal numa viagem, tudo legal. Disse que queria passar o ano novo com a namorada, aí fecharam comigo por causa disso. Meus pais nunca repensaram minha opinião, ou se disseram errados por algo, meu pai é o pior de todos nesse quesito, sempre se acha certo, e, se senta pra conversar, é pra intimidar. Minha mãe parece não ter voz e manda tudo pra ele, pra discutir comigo. Até minha irmãzinha de 11 anos (apesar de termos nossas briguinhas) passou a não querer mais meus carinhos, brincadeiras e diz que eu não tô nem aí pra eles :/ . Aí em breve é o aniversário do meu pai, estou eu e ele em casa, porque minha mãe e irmã estão na praia. Aí ele disse que não respeito mais ele, que só aviso e não escuto seus conselhos, que fico trancado no meu mundo e a fala deles não vale de nada pra mim. Daí disse que não precisava ir no aniversário dele só pra agradá-lo… quando até o ano passado eu chorei porque queria ele comigo no niver dele… disse que tenho ódio pela família e tudo mais. O clima em casa tá péssimo, e vou com ele sim (se não me der um esporro e me mandar ficar, afinal, tem a liberdade de me querer ou não por perto no dia). Ainda não contei nada pra meus parentes, que são muitos, sobre isso, pra não causar outra confusão, quero manter a quem amo longe disso. Mas já pensei até em ir morar com um tio meu, dar um jeito de sair. Só quero pensar que eles vão me entender e parar com isso, eu fico indignado, mas não posso mudar a mente deles, já discuti muito, mas são tão mente fechada que não adianta. Eles mesmos têm que fazer isso. E o que espero é poder trabalhar, ter minha família e aprender com isso tudo. Nunca quis intrigas, nem essa situação horrível… quero que tudo fique bem, quero paz, somente isso…

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Escrito por Anônimo

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