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Cartas a minha “Mãe” .

Eu confesso que queria mandar essa carta a minha mãe de sangue que conheci a pouco tempo, somente agora com meus 17 anos, porem não tenho coragem:
– Mãe, eu sei que se arrependeu pelo que fez, e te perdoõ por isso, mais infelismente taves seja tarde demais, eu como qualquer garota adolescente, senti sua falta nesse tempo todo, e essa ausencia não pôde ser substituida.
Eu tinha uma pessoa, que eu sei que me amava, ela cobria boa parte dessa minha carencia por voce, porem eu, ingrata, não dei valor a ela, e hoje ela já se foi.
Aprontei demais, a maior parte da minha vida eu pensei que não tinha nada a perder, depois da partida daquela pessoa, eu meu foquei nisso mais ainda.
Posso lhe dizer hoje, que apesar de não aparentar, tenho a mente bem avançada comparada com as garotas de minha idade, não digo que já fiz de tudo, mais provavelmente quase tudo.
E hoje aqui estou eu, sua filha, com 17 anos, usuária de drogas, ex-prostituta, e portadora do vírus HIV.

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Escrito por Anônimo

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