Eu confesso que ignorar o sexo em nossa edificação espiritual seria ignorar-nos. Urge, no entanto, situá-lo a serviço do amor, sem que o amor se lhe subordine. Imaginemo-los ambos, na esfera da personalidade, como o rio e o dique na largueza da terra. Se a corrente ameaça a estabilidade de construções dignas, comparece o dique para canalizá-la proveitosamente, noutro nível. Se a simpatia sexual prenuncia a dissolução de obras morais respeitáveis, é imprescindível que o amor lhe norteie os recursos para manifestações mais altas. Antes de tudo, procura Deus, na oração, segundo a fé que cultivas, e Deus que criou o sexo em nós para engrandecimento da criação, na carne e no espírito, ensinar-nos-á como dirigi-lo. EMMANUEL

