Escorpiões perigosos e menos perigosos: saiba identificar
Todos os escorpiões possuem veneno, utilizado para imobilizar presas e se defender. Porém, somente algumas espécies apresentam veneno capaz de causar quadros graves em seres humanos.
Escorpiões de maior risco:
Geralmente possuem corpo mais fino, pinças estreitas e cauda proporcionalmente mais desenvolvida. O ferrão fica na ponta da cauda, por onde o veneno é injetado.A picada pode provocar:
• Dor intensa e sensação de queimação
• Inchaço e suor excessivo
• Náuseas e vômitos
• Tremores ou espasmos musculares
• Alterações cardíacas
• Dificuldade para respirar
Crianças, idosos e pessoas com problemas de saúde apresentam maior risco de complicações e precisam de atendimento médico imediato. Entre os grupos de maior importância médica estão espécies dos gêneros Tityus, Leiurus, Centruroides e Androctonus. No Brasil, o escorpião-amarelo, do gênero Tityus, merece atenção especial.
Escorpiões de menor risco
A maioria das espécies possui veneno de baixa toxicidade para seres humanos. Suas picadas geralmente causam dor local, vermelhidão, ardência e leve inchaço.
Normalmente apresentam:
• Corpo maior e mais robusto
• Pinças grandes e fortes
• Cauda menos delicada
• Veneno menos potente para humanos
Alguns exemplos são o escorpião-imperador, Pandinus imperator, e espécies do gênero Heterometrus. Apesar de apresentarem menor risco, eles também podem picar e devem ser observados com cuidado.
É possível identificar apenas pela aparência?
Pinças finas e cauda mais grossa podem indicar uma espécie mais perigosa, enquanto pinças grandes costumam estar associadas a espécies de menor toxicidade. Porém, essa característica não é uma regra absoluta.
Nunca tente pegar ou matar um escorpião com as mãos. Em caso de picada, lave o local com água e sabão, não faça torniquete, não corte a pele e procure atendimento médico rapidamente. Se for seguro, fotografe o animal para ajudar na identificação.
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