Sabe quando você não se encaixa em absolutamente nenhum tipo de grupo e odeia todos eles e daí vem aquela sensação desesperada de simplesmente pertencer a certa coisa? Vendo as pessoas com seus amigos verdadeiros, amores passageiros… É tudo que eu mais queria. Porque, agora, eu sou nada em visão disso tudo. Não deixa de ser completamente vago pertencer a uma vida desse tipo, mas eu queria muito mudar, sim. Não tenho uma única pessoa com quem possa conversar as coisas que importam pra mim. Elas não ligam ou não entendem. As pessoas que ligariam e entenderiam simplesmente não estão aqui. Mas estão próximas. E o que adianta? Não é fácil conhecê-las. Tentar não é o suficiente. Sim, saio da tentativa com a consciência menos pesada, mas é isso. Ainda continuo sozinho. Por mais que tente levar a vida numa boa, não é fácil me enganar pra sempre. Não é fácil. Então desisti. Eu tentei, juro. “Dramático”, “sentimental”, “fica dizendo essas coisas pra todos”, etc. É, assim são as pessoas. Elas te julgam, sim. Eu as julguei e estou aqui, julgando. A vida é simplesmente um labirinto sem saída, onde você termina exatamente nos cantos que mais abomina. Se contradiz através de tudo e é repreendido por você próprio. Eu? GK é tudo que mais desejo há mais de um ano. Platônico, eu sei… Idealizo muito a respeito, sei também. Mas, o que fazer numa situação assim? Amo incondicionalmente minha família e, claro, minha mãe. Mas eles nunca me aceitariam. Palavras ou ações jamais bastariam; o tempo não seria um remédio nesse caso. Meu pai já não está aqui para, talvez, manter certas pontas soltas unidas. O que será da minha vida? A faculdade será capaz de me carregar? Porque eu consigo carregá-la, mas a que preço? Fingir ser uma pessoa que você não é PRA CADA SER HUMANO QUE OLHA PRA VOCÊ é sufocante e avassalador. Preciso respirar. Virar meu mundo de cabeça pra baixo; rever conceitos, revisar atitudes, modificar tudo. Assim, como está, não dá. Mas… Como? Como transformar as visões alheias? Como ser claro o suficiente?
Como não parecer exagerado ou chamativo — como não ser interpretado de modo indesejável e equivocado? Como, finalmente, ser fiel a quem sou sem magoar àqueles que amo e cativando aqueles que admiro e prezo, mas ainda não foram notificados a respeito?
Who ever really knows? I should know.

