Eu confesso que só agora sei o significado daquele pensamento: ‘atraímos o que transmitimos’. Por muito tempo me retrai e perdi oportunidades de me relacionar com outros caras, até que chegou você. Pensei comigo: é ele tudo o que eu sempre sonhei. Parecia ser um cara carinhoso, me entendia, me ouvia (ou fingia fazê-lo), enfim, o denominava como ‘o cara ideal’. Eu, que sempre me vangloriei por ser independente e esperta nas relações, confesso que não percebi a relação de dependência que criei com você. Não te culpo pelo fim, mas te culpo por não ter me dado limites e depois simplismente ter me deixado. É isso que eu não entendo, confesso que não compreendo o que as pessoas veem em magoar as outras desse jeito. Eu estava mal, muito mal, mas estou melhorando, porque agora vejo que o único de especial que existia na nossa relação era o que eu sentia por você, e mais nada.

