Eu confesso que ,agora já com 60 anos de idade, continuo sendo um malandro que só vive para fazer velhacaria. Eu sou um cara sem vergonha, que me faço passar por um senhor respeitável perante a família, os amigos e os vizinhos, quando na verdade eu merecia era estar preso sem direito a condicional. Desde rapaz que vivo roubando tudo quanto consigo : roubava dinheiro na carteira da minha vóvó quando só tinha 8 anos; na escola roubava os pertences dos meus coleguinhas e deixava que outros, inocentes, pagassem por isso; no serviço militar roubava arma, munições, granadas, fardamento, tudo o que conseguia e vendia para malandros; trabalhei num hospital e aí roubava da farmácia tudo quanto era proibido circular e vendia no mercado negro; fui admitido numa repartição pública e, durante anos, falsifiquei documentos para me apropriar de elevadas somas ( fui a tribunal, mas o colectivo me absolveu por falta de provas ); roubei colegas – carteiras, bens de marca, um dia chantagiei uma colega do meu departamento e a obriguei a manter relações orais comigo, para não denunciá-la numa escroqueria que eu próprio é que bolei e aproveitei; actualmente, com a idade que já tenho, estou aposentado e tenho todo o tempo do mundo para continuar roubando, sobretudo incautos e destraidos : roubo por dia relógios, celulares, isqueiros, carteiras, malas de senhora, peças de ouro, passaportes e outros documentos e tenho escoamento que me proporciona viver bem acima da média. Eu confesso que sou um filho da puta reles, mas não vou parar de roubar até o Diabo me levar


Bom, um dia, a sua conta chega.
Se não for neste mundo, será no próximo.