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Sem base, perdida, apenas 16.

Eu confesso que tenho 16 anos, nunca tive uma base familiar muito “erguida” – sempre fui independente em certos pontos – mas nunca me vi tão perdida como agora.
Estou no terceiro ano no Ensino Médio, já estudei em escolas públicas antes, porém o ensino fundamental II foi pago por uma tia, atualmente faço o EM numa escola técnica em SP.
Em março do ano passado passei o mês inteiro usando cannabis, o que me acarretou péssimas condições mentais durante o ano de 2012. Me afastei dos amigos demais, sempre dei muito valor a eles. Assim que fiz 16 anos em 2012 resolvi reconstruir tudo que perdi, e tentei voltar as amizades ao normal, mas de fato, não foi fácil assim. As pessoas não entendem umas às outras. Não tão fácil.
Arrumei um emprego, e um namorado, tentando ter uma vida ”normal”, isso em Outubro de 2012.
Esse tempo todo eu vinha fingindo estar tudo bem, vivendo uma vida que não era minha. Terminei com esse cara – e as consequências foram grandes: perdi a virgindade com alguém que sequer eu gostava tanto assim. Pedi demissão do emprego, pois era num consultório onde mal havia atendimento, eu ficava sozinha no período da tarde entrando em colapso e em extrema angústia.
Enfim, deixei pra trás o que não era eu.
Porém, esse ano na escola, não estava com pique de nada. Achei que melhoraria, mas não é fácil assim.
Não tenho vontade de sair da cama.
Ontem fui a biqueira e comprei uma paranga e dois pinos. Tenho medo de fumar maconha novamente e ficar na depressão de 2012, se bem que acredito que ela ainda esteja aqui.
Mas hoje eu cheirei.
Tenho problemas familiares infinitos. Meu pai fugiu do Estado tomado, minha mãe é esquizofrênica – o que me dá mais medo de consumir drogas pelo risco d’eu desenvolver a doença ser maior. Moramos às custas do pai dela, e é claro, não é de fácil aceitação para ele.
O que enche meu ego e me faz querer viver são os momentos. Poucos bons momentos. É a beleza. Dizem que sou linda, dizem que sou inteligente. E eu admito: já fui muito inteligente, aponto de ser a melhor da classe. Mas agora, não mais. Não seria capaz sequer de passar numa boa faculdade pública (nem que fosse no curso de filosofia rs).
Enfim, gostaria de arrumar alguém para conversar. Amo conversar. Trocar ideias, principalmente de ouvir o que os outros tem a me dizer. Enfim, é isso. Não postarei uma foto minha, vai que… né?! Obrigada por ter me ouvido até aqui.

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Escrito por Anônimo

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