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A dor de um amor impossível e desveneuras de um desejo reprimido

A um tempo venho guardando isso comigo, me afundando mais ainda nesse sentimento sem saída, sem rumo…e que cada vez mais…ao mesmo tempo que me mata….me enxe de vida a cada amanhecera… […] Me chamo Paulina (o nomes serão trocados por questões que já conhecem) e tenho 17 anos…completarei 18 em agosto. A um tempo venho nutrindo um sentimento de carinho pelo meu professor de Língua portuguesa Cláudio (como o chamarei aqui), no começo achei que era só mais algo comum…normal nos sentirmos confortáveis e afeiçoados a pessoas simpáticas…generosas..de sorriso fácil e bom coração, aquelas de apenas estar perto o mundo todo faz-se Alegre e seu coração iluminado. Mas…mais que isso…o que eu julgava ser algo rotineiro persistiu em mim, de uma forma tão arrebatadora…Não um arrebatador de grandes paixões…mas sim algo incontrolável, que não sei explicar…que não cabe em mim e cresce a cada dia. Não é a apenas uma paixãozinha adolescente, sei que não é assim, claro, tem paixão no meio…mas há um medo…uma incerteza…e alegria interior ao mesmo tempo que me banha de vida. Nunca tinha sentido por ninguém isso antes…e sinto que não consiguirei viver se não for ao lado dele…sinto que antes dele nada disso fazia sentido..e que de todos os caminhos…ruins e bons…que a vida me pos , foi para me trazer aonde ela quis que eu chegasse…ao encontro dele!! Mas ao mesmo tempo esse ardor de sentimento transforma-se em medo…culpa, e um sentimento de impotência diante de algo que nunca poderei ter…pois ele ama a esposa dele, mais que tudo, vejo no olhar dele, no jeito que ele fala dela…na cumplicidade dos dois, e como, diante disso tuso, poderei tirar tudo isso de meu amor, ferir-lhe o coração e por sua vida por água a baixo? E o mais incrível de tudo é que, mesmo na dor de saber que nunca poderei o ter, fico feliz em ver ele seguindo seu caminho, com alguém o fazendo feliz como ele merece, e jamais, pela minha vida, desejaria algo contrário à sua felicidade. Ca está eu, a condenada a amar um homem pelo resto da vida em segredo. Sei que muitos não daram muita bola ("ah é só uma adolescente com crise existêncial") e muitos até me chamaram de retardada, mas como muitos, achei aqui o abrigo para expor o que já não cabe dentro de mim.

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Escrito por Anônimo

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