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A falésia

Eu confesso que não sei o que ando a fazer. Confesso que não vejo luz ao fundo do túnel, por falar nisso, onde anda o túnel.

Confesso que não sei amar.
Confesso que tenho medo de me ferir

Confesso que sonhos são sonhos e nada mais.

Confesso que não vou conseguir pagar as divida sejam estas, dinheiro, confiança, saber, força, coragem, deveres….. Cedo pensei que tudo conseguia resolver tarde me apercebi que não vou ser capaz de alguma coisa fazer, tarde me apercebi que era tão fraco como todos os outros…… Cedo me apercebi que ser diferente por o ser, melhor, iludir-me com a diferença foi (é) o meu sonho, e será a minha perdição…. Orgulho é o valor pelo qual me revejo, vergonha é onde ando.

Quem sou eu pergunto-me inumeras vezes a conclusão alguma consigo chegar.
Tento ser democrático e falo com quem eu acho que me quer bem… Todos dizem, vai para a frente. Tu és tu, ninguem te consegue alcançar.

Ao fim de 20 anos a ouvir isso já penso que é um provérbio, melhor uma anedota. Acho que todos querem que eu finalmente caia do equulibrismo do limbo e por fim me enterre num poço de alcatrão num fundo de uma qualquer falésia….. Uma qualquer não aquela que eu orgulhosamente de cara erguida e alegre fui escavando.

Agora sou um resto de algo….. Resto é a palavra. De quê é a incógnita

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Escrito por Anônimo

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nao tenho mais amigas

Irmão folgado