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A pedido de um amigo

Eu confesso que , a pedido de um amigo, admiti sua filha na empresa que dirijo. Como não havia vaga, resolvi nomeá-la minha secretária.
Quando ela se apresentou fiquei surpreso, porque era muito jovem, 18 anos, e com jeito de menina, embora bonita de rosto, corpo bem feito, estava vestida com discrição.
À medida que foi trabalhando mostrou-se diligente, pronta a me servir e permanecia sempre depois do horário de trabalho, até que eu percebesse e expressamente a dispensasse.
Embora eu seja bem mais velho do que ela, fomos adquirindo amizade, admiração e confiança.
Com naturalidade, despercebida, algumas vezes deixou a mostra suas coxas e seus seios. Eu por respeito evitava olhar, embora não conseguisse fazê-lo completamente.
Certo dia choveu muito e eu me ofereci para levá-la em casa, por causa da chuva. Ela aceitou, mas me pediu que parasse no quarteirão ao lado do prédio de apartamentos onde mora.
Indaguei se poderia causar problema se seu namorado a visse comigo. Ela disse que não porque havia rompido com seu namorado, porque estava apaixonada por um homem mais experiente, mais preparado e mais inteligente.
Ligou o rádio do meu carro e ficamos conversando por uns 20 minutos, parados enquanto chovia.
Logo que melhorou a chuva, ela resolveu se despedir, beijando as faces como se faz de hábito. Mas, em um terceiro tempo, voltou-se repentinamente e me colou um selinho, que não se descolava, a não ser quando se transformou em um verdadeiro e intenso beijo na boca.
Fiquei atordoado, sem saber o que fazer. Ela abriu a porta e se foi.
No dia seguinte, compareceu ao escritório como se nada houvesse acontecido. Discreta e respeitosa, procurando por trabalho, sem nada comentar a propósito. Mas que tudo dizia com seu olhares.
Eu é que estava desconcertado.
Já se vão dois dias que tudo aconteceu. Ela virou minha cabeça. Não sei o que faço. Devo respeito a meu amigo, mas estou alucinado por sua filha. Por isso adiante eu me questiono.

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Escrito por Anônimo

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