Antes de eu voltar para o itaúbba, eu fui nas entrevistas para os bancos Original e Continental, mas fui desclassificada bem como em uma entrevista para ser telemarketing numa empresa que fica na Vila Prudente. Na entrevista eu disse que eu tinha experiência na área bancária e depois fiquei muito feliz quando fui aprovada, pois eu estava a quase 1 ano desempregada e a "trancos e barracos" tentando terminar minha pós. Na carteira registrarão que o início seria dia 3, mas houve um problema, ao qual eu e os outros 6 temporários entramos no dia 5 e soubemos que o sistema não estava pronto ainda. No dia da integração, o chefe que estava em aviso prévio havia dito que a pressão lá é dura, que tem que ser muito rápido, que eles não dão feedback e que não adiantava anotar tudo! Ficamos um pouco com o pessoal do middle e depois por 2 dias, duas funcionárias nos ensinou como usar os sistemas. Nos outros dias todas as vezes que os outros temporários cometessem algum erro, só era explicado no Daily sem expor a pessoa, mas quando o erro era meu, eles me agrediam verbalmente me chamando de burra, favelada, mala, pobre, que eu fiz o teste do sofá pra entrar lá… Eu só aguentei porque eu precisava muito do emprego. Uma das temporárias foi contratada e o chefe atual disse para a gente se espelhar nela. Apesar de eu ser tímida, eu enfrentada esse defeito para ser gentil com as pessoas. Mas a meta era muito alta e eu ainda estava aprendendo o serviço e ficava muito nervosa no telefone, pois até quando eu atendia o telefone uma das funcionárias zombava de mim. Ás vezes, eu perdia a paciência com tantos chingos e passava a ser negligente. Mas eu tenho certeza que eu era a única que quando chegava em casa, eu entrava no site da Jucesp e continuava trabalhando, meditava pelos videos do youtube, lia o salmo 91 no ônibus e orava no banheiro do trabalho. Me falaram que um dos temporários havia se queimado por fazer hora extra todo dia, mas ele acabou sendo contratado. Então resolvi me espelhar nele e começaram a alegar que eu estava competindo com ele e me chamaram de criança. Até que chegou a uma situação em que eu não aguentei mais tanta injustiça e pedi as contas. Eu não denunciei o assédio moral ao qual eles chamavam de esquema ou de advertência (sendo que advertência é quando você fala para a pessoa em particular, não tem nada haver com indiretas), mas Deus vê tudo e sabe de tudo.

